É DA VONTADE DE DEUS?

Segundo o site – Gospel +, o candidato ao senado nos USA, Richard Mourdock, afirmou  em campanha política que: “uma gestação, resultado de estupro é proveniente da “vontade de Deus”. Isto quer dizer que, se um estuprador estiver na cadeira de réu poderá afirmar:” Dr. eu não estuprei, eu estava fazendo a vontade de Deus”.

Tem gente por aí que segue esse infeliz  raciocínio: “acidentou-se, se deu mal na vida, não conseguiu o emprego, nasceu com deficiência física, morreu prematuramente, foi preso por crime, fugiu do flagrante, etc, foi da vontade de Deus. Coisas absurdas em pleno século 21.

É claro que, em casos extras, algumas adversidades da vida, ou livramentos poderão ter interferência divina, visando algo melhor, a exemplo de alguma punição disciplinar, do pai para os seus fihos, do mestre para os alunos. Deus é pai amoroso e justo, e nem tudo depende dele. Não podemos confundir responsabilidade pessoal, social, acidentes e adversidades, com responsabilidade divina. Neste último caso, tenho certeza de que –  Deus deseja o melhor para a humanidade, e se isso não está acontecendo, a sociedade precisa melhorar.

O fato de dependermos de Deus não exime-nos da responsabilidade de projetar os nossos sonhos e, além disso, orarmos, trabalharmos para que o mesmo se concretize. O que fazemos pelo nosso presente, determina em muito, como será o nosso futuro.

Quando temos um visão distorcida sobre o conceito de – vontade de Deus,  que quer dizer – desejo, corremos o risco de nos tornarmos passivos, acomodados, acusadores e até preguicosos, achando que Deus vai resolver todos os nossos problemas. Onde está o perigo nisso? Atribuirmos aos outros a culpa pelos nossos fracasos, por exemplo: “Se não estudei e não me formei, porque foi assim a vontade de Deus. Se estão falando mal de mim, porque sou o que sou, ou porque satanás está  usando essa gente para me acusar. O que é para ser será, porque Deus quer assim”.

Deus quer o o melhor para vida de todo o ser humano, glória da sua criação. Por isso, deu condições psíquicas para execuar o livre arbítrio, o direito de escolher o melhor. Agora, para saber o que é – o melhor – parte do pressuposto da informação, do interesse pessoal, do incentivo de toda a sociedade. Tem pessoas que escolheram caminhos errados, não porque são más, mas porque não tiveram outras opções. Eu quero dizer a você que, a vontade de Deus é que você esteja bem em tudo: Espiritual, financeira, psicológica e fisicamente. Se isto não está acontecendo, corra atrás dessas bênçãos que estãos reservadas para você. Não devemos ser reféns da teologia do fatalismo, onde se afirma que se está assim, porque deveria ser assim. Aí vamos parar entre os partidários do extremismo: “Morreu porque chegou a hora; está sofrendo porque era seu destino.” A hora de morrer está determinado pela lei da natureza – maturidade. Nos demais casos, acidentes de percurso…

Em relação aos Estados Unidos, proporcinalmente, morrem muito mais pessoas de acidentes de trabalho e de trânsito no Brasil, pelo fato de não haver a mesma estrutura de proteção, que envolvem – leis, educação, e todos os aparatos tecnológicos de proteção, pertinentes. Então, se penso que as pessoas morrem de acidentes, porque chegou a hora, ou porque foi a vontade de Deus, estou acusando Deus de algo improcedente.  A vontade de Deus tem por base o amor e a justiça. Ele ama você!

F. Meirinho

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LIÇÕES DO MENSALÃO – e seu voto inteligente

Os eleitores do Brasil estão acompanhando o processo do – julgamento do mensalão. Uma parte significativa da sociedade já assimilou a razão inescrupulosa que levou políticos, pessoas comuns e instituições, se envolverem no processo de corrupção que, de forma sintética, processou-se da seguinte forma: Os eleitores, em sua maioria  escolheram para presidência da república um candidato de um partido, e parlamentares de outros. Dessa forma, criando uma situação desconfortável para a governabilidade do país, por não ter maioria no congresso, apesar das alianças partidárias.

Qual seria a posição democraticamente correta? Debater, dialogar, negociar dentro da ética, das leis, e dos princípios democráticos, com os partidos de oposição, que é um caminho mais lento, porém razoável e de respeito, tanto aos eleitores, quanto ao processo de direito democrático, mas, alguns partidários do então presidente e seus aliados, e o outros que se venderam, resolveram conspirar contra a democracia e partiram para a compra e venda de votos, transformando a democracia num verdadeiro mercado de mercenários, subornando parlamentares da oposição que formaram uma grande máfia de corruptores e corrompidos. Pagar para ter  maioria no congresso, é como roubar para ter mais do que os outros.

Você ouve com freqüência que os maiores problemas do Brasil são: Desigualdade social, falta de infraestrutura, segurança púbica, sistema judiciário, saúde pública e educação. Sabe também que, nas propagandas políticas, debates na mídia, e nos comícios, esses temas são colocados, e a maioria, de forma populista e messiânica, promete soluções miraculosas para esses problemas que se arrastam, desde que me entendo por gente. Mas, observem que, o grande problema do Brasil foi, é,  e continuará sendo – político, se continuarmos mantendo esse casuísmo doentio, nefasto, no qual poucos se interessam em por  ordem na casa, por isso, a reforma política, almejada pela democracia brasileira não acontece, porque não interessa a um número considerável de partidos e parlamentares, que se embriagam no poder, tirando proveitos da desordem da casa.

A meu ver, tirando lições dos anos de residência e observação do sistema politicopartidário dos Estados Unidos, nós eleitores brasileiros devemos tomar a iniciativa, usando dos direitos democráticos, no sentido de transformar o voto num instrumento mais lógico e racional, evitando votar de forma acéfala, como se lança uma flecha a ermo – fira quem ferir, ou, como as noivas, que na sua festa, impregnada de emoção, joga o buquê de flores a quem deseja encontrar seu príncipe encantado, sabendo-se previamente que, as que ficam na retaguarda, dificilmente serão contempladas, principalmente – se forem mais baixas.

Quando o Brasil elegeu à presidência da república o candidato do PT, pensou na pessoa de Luiz Inácio da Silva – o Lula, esquecendo-se de que o mesmo precisaria de maioria no congresso para sustentar o seu governo.

Estamos, praticamente nas vésperas das eleições municipais, e isso pode se repetir em todo o Brasil, mas que podemos evitar: Votar no prefeito de um partido e vereadores de outros, deixando o seu prefeito em maus lençóis, porque não conseguirá governar, isso seria mais ou menos assim, traçando um  paralelo com o futebol: você escolhe onze jogadores para o seu time, mas coloca para defesa o goleiro do time adversário. Tem sentido isso? Mesmo que um governo – prefeito, governador, presidente da república, tenham minoria na câmera, ou senado, nada justifica os meios ilícitos, mas serão tentados a burlar o sistema.

Outra questão é, o pensamento do eleitor sobre suas bases filosóficas que determinam o que pensa sobre vários questões sociais, como as leis que regem o comportamento dos cidadãos, o problema das drogas, o perfil de família, sobre tudo isso devemos ter ciência sobre o que o partido que escolhemos pensa. Exemplo: Você é favor de maior pena para menores que cometem crime de homicídio? Você é contra ou a favor de casamento homossexual?  É a favor ou contra o aborto?  Você está a favor dos impostos cobrados? É preciso saber qual é o partido que se aproxima da sua maneira de pensar, da ideologia que você defende.

Outro detalhe: Votar em candidatos, só porque pertencem à religião que professamos, ou porque são nossos vizinhos e amigos, também pode se tornar irracional, porque os mesmos, têm compromisso com o partido, no qual candidataram-se.  Na medida em que escolhemos uma sigla partidária e nos filiamos a um partido, o mesmo será responsabilizado, cobrado e escolherá os candidatos, com base no parecer dos seus membros. No Brasil há vários candidatos –  católicos, evangélicos, e outros segmentos religiosos e filosóficos, – que se candidataram, filiados a partidos que, ideologicamente são opostos, só  por oportunismo fisiológico.

O voto deve ser livre, mas se absorvermos um pouco mais de uma dose de racionalidade poderemos canalizá-lo melhor para o bem de toda a sociedade e para a saúde e sobrevivência da democracia, que apesar de suas mazelas, é o melhor modelo político da humanidade – penso.

Um detalhe importante a ser observado, que robustece a importância de votar em candidato, depois da escolha do partido é, porque os votos são distribuídos para muitos candidatos, mas apenas os mais votados  serão eleitos, com os votos dos demais. Se você, não considerar a importância do partido,  Isso representa que, votará  na pessoa conhecida, podendo eleger um desconhecido no partido, com o qual você não tem afinidade ideológica. Pense!

F. Meirinho

https://fmeirinho.wordpress.com

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  • Vote de forma consciente.Vote em alguém que você julgue capaz de representá-lo dentro do partido que você escolheu. Vote com inteligência!