CRIANÇA – ANSIEDADE DE SEPARAÇÃ0

A sociedade exige que os pais trabalhem fora. A mãe, após dar a luz, permanece um tempo com o bebê, dando toda a atenção possível, mas, na medida em que o tempo passa, começa ficar ansiosa, porque chega ce

leremente o tempo de deixar o bebê aos cuidados de terceiros, na maior parte do dia, porque deve voltar a rotina do trabalho.
Sabe-se da importância da presença dos pais nos primeiros anos de vida da criança. Sabe-se também, que a constituição psicossomática da criança tem um expectativa natural de acompanhamento, proteção, cuidado materno. Mas… a frustração acontece – o bebê vai sofrer a ansiedade de separação.
O que fazer para evitar, ou pelo menos amenizar a ansiedade?

– Procure fazer a transição de forma lenta com a nova pessoa, que parcialmente fará papel de mãe, e se for em local diferente, deve ser feito também em relação ao novo ambiente.
– Resumindo: Mamãe o máximo de dias possíveis, na sua companhia, com carinho e sem culpa, comece de forma suave apresentar ao seu bebê a sua substituta temporária – a babá, e também o novo ambiente, no qual passará o tempo em que você estiver ausente. Se for possível, que seja feito junto com o papai. Isso contribuirá para a saúde, não somente enquanto bebê, mas por toda a sua vida… Pense!
(F. Meirinho)

ISSO…NÃO LHE COMOVE?

ISSO… NÃO LHE COMOVE?

São Paulo vive uma verdadeira guerra.

Policiais e civis brutamente assassinados.

Parece tudo ser normal ou simples casualidade.

Eles estão morrendo!..

Com eles morrem a esperança de milhares,

A proteção de crianças e adolescentes…

Eles estão ficando órfãos.

Parece que há uma força conspiradora contra o bem,

contra o bom senso, contra a justiça, contra a vida.

E ninguém sem importa, ninguém vê!

Exagero meu!

Policiais são colocados nas vielas de São Paulo,

Como cobaias do sistema retrógrado.

De pistolas em punhos, enfrentando bandidos com fuzis

Ouvi agora cedo um policial que não pode se identificar,

desabafando: “Nossas armas de menor poder, ainda falham, não podemos usar colete o tempo todo, porque os mesmos precisam ser revezados.

Uma parte com colete reveza com outros, porque não há proteção para todos. Estamos com medo!”

Medo! é tudo que um inimigo deseja do seu adversário.

Medo! é a síndrome da falta de segurança e confiança.

E a conjugação do medo é a síndrome da derrota:

Eu tenho medo, tu tens medo, ele tem medo e nós…

Que pais é esse? canta a “Legião Urbana” , mas o povo cala,

enquanto ressoa em nossos ouvidos a voz do poeta rebelde – A burguesia fede…

Os expectadores crescem, porque o estado está morrendo.

Ainda temos em nossos arquétipos aquela estranha sensação,

de veneração, aos mortos.

Ficamos pasmados! Sublimação mórbida!

Estamos brincando  com o sério,

Queremos manter o nosso orgulho travestido de tolerância,

modernidade, avançados, escondendo a justiça enquanto triunfa a ignorância.

Criamos leis que favorece os idosos, adolescentes e estirpes privilegiadas, mas só executamo-las quando os ventos estão a favor.

Seria melhor dizer, não estamos prendendo o deliquente, porque nosso sistema carcerário está falido,

Fazemos vistas grossas às fugas…

Não conseguimos mantê-los fora da comunicação criminal, mesmo quando estão presos.

Não estamos dando atenção à saúde porque somos incompetentes.

Não temos bom sistema de educação porque não sabemos o que fazer.

Não podemos eliminar, ou pelo menos administrar a corrupção, porque fazemos parte da máfia.

Mas! Queremos mudar, queremos nos arrepender, queremos pedir perdão à nação.

Esta confissão, será um reconhecimento que fará o Brasil reconhecer a necessidade de reformar, mudar, fazer…

E aqueles discursos medíocres que ouvimos com frequencia, serão banidos,

em troca de ações reais que  sejam coerentes e pertinentes.

Tudo isso que vem acontecendo no nosso Brasil, que muitas vezes é camuflado pela histeria do carnaval, do futebol e das baladas,  não lhe deixa indignado?

Não lhe deixa enganado?

Não lhe diz respeito?

Não lhe comove?

Se nada lhe toca, nada mudará, e sua mente será cauterizada, com paradigmas assim: Nada está tão ruim que não possa piorar! Mas, pense: Nem tão bom, que não possa melhorar.

Sou eu apenas um profeta indignado!

(F. Meirinho)

https://fmeirinho.wordpress.com

UM PENSAMENTO A MAIS NO SEU PENSAR

O bem e mal faz parte do universo,
O bom e o mau faz parte de todos nós,
A luz e as trevas estão presentes,
Mas, as trevas existem de fato, ou são apenas a falta de luz?

Se há luz tudo começa ficar claro ao meu redor,
O que chamo de mal, nem sempre o é.
Seria o sofrimento um mal?

A felicidade um bem!
O que é felicidade?
É comemoração?
Um criminoso recentemente foi flagrado,
Comemorando, exibindo felicidade, porque se “saiu bem”comentendo um crime.E a morte! é um grande mal, ou o fim do mal?
É o início do pleno bem?
Quem bem vive aqui, mesmo estando mau,
Para o céu não deseja tão cedo chegar!
É normal!?
Já me perguntaram se tenho medo da morte,
Prefiro dizer que já tive medo da vida,
Embora adoro viver, porque você vive,
Pois a vida sem o outro é existência pueril,
Por isso julgar, não, mas me indignar sim.
questionar, muito mais!

Não seria bom, que todos os animais vivessem
Sem serem predadores?
Daria certo?
A inteligência tem limite?
Mas o que para mim é dor, pode ser delícia para outros.
E se o equilíbrio é melhor do que a dor,
Serei muito egoísta se rejeitar o meu sofrer…
Como fica o dono da funerária, quando pessoas
Deixam de morrer na cidade?
Em maus lençóis!

Jó sofreu por um desafio que não era dele,
Eram das duas forças antagônicas o desafio.
Apesar de tudo preferiu sempre ser íntegro.
Sua mulher que parece prática demais, diz:
Amaldiçoa a Deus e morre. (Jó 2. 9-10)
Ele em réplica diz – falas como uma louca,
Temos o bem de Deus e não receberíamos o mal?
Silêncio – parece que ela não respondeu.
O mal também pode vir de Deus?

O que é o mal?

Em algum momento pode ser o meu melhor bem.
Eu não sou uma pessoa de muita certeza,
Mas, procuro manter a minha confiança.
Eu não tenho muitas respostas,
Mas me realizo com as minhas perguntas.
Não sei se elas agum dia serão respondidas,
Mas, se eu continuar perguntando,
É sinal que continuarei pensando,
– Se penso, logo existo!..
Isso será pura felicidade, aqui, agora e depois…
Eu estou feliz, se sou, isso é outra questão!…

(F. Meirinho)