ISSO…NÃO LHE COMOVE?

ISSO… NÃO LHE COMOVE?

São Paulo vive uma verdadeira guerra.

Policiais e civis brutamente assassinados.

Parece tudo ser normal ou simples casualidade.

Eles estão morrendo!..

Com eles morrem a esperança de milhares,

A proteção de crianças e adolescentes…

Eles estão ficando órfãos.

Parece que há uma força conspiradora contra o bem,

contra o bom senso, contra a justiça, contra a vida.

E ninguém sem importa, ninguém vê!

Exagero meu!

Policiais são colocados nas vielas de São Paulo,

Como cobaias do sistema retrógrado.

De pistolas em punhos, enfrentando bandidos com fuzis

Ouvi agora cedo um policial que não pode se identificar,

desabafando: “Nossas armas de menor poder, ainda falham, não podemos usar colete o tempo todo, porque os mesmos precisam ser revezados.

Uma parte com colete reveza com outros, porque não há proteção para todos. Estamos com medo!”

Medo! é tudo que um inimigo deseja do seu adversário.

Medo! é a síndrome da falta de segurança e confiança.

E a conjugação do medo é a síndrome da derrota:

Eu tenho medo, tu tens medo, ele tem medo e nós…

Que pais é esse? canta a “Legião Urbana” , mas o povo cala,

enquanto ressoa em nossos ouvidos a voz do poeta rebelde – A burguesia fede…

Os expectadores crescem, porque o estado está morrendo.

Ainda temos em nossos arquétipos aquela estranha sensação,

de veneração, aos mortos.

Ficamos pasmados! Sublimação mórbida!

Estamos brincando  com o sério,

Queremos manter o nosso orgulho travestido de tolerância,

modernidade, avançados, escondendo a justiça enquanto triunfa a ignorância.

Criamos leis que favorece os idosos, adolescentes e estirpes privilegiadas, mas só executamo-las quando os ventos estão a favor.

Seria melhor dizer, não estamos prendendo o deliquente, porque nosso sistema carcerário está falido,

Fazemos vistas grossas às fugas…

Não conseguimos mantê-los fora da comunicação criminal, mesmo quando estão presos.

Não estamos dando atenção à saúde porque somos incompetentes.

Não temos bom sistema de educação porque não sabemos o que fazer.

Não podemos eliminar, ou pelo menos administrar a corrupção, porque fazemos parte da máfia.

Mas! Queremos mudar, queremos nos arrepender, queremos pedir perdão à nação.

Esta confissão, será um reconhecimento que fará o Brasil reconhecer a necessidade de reformar, mudar, fazer…

E aqueles discursos medíocres que ouvimos com frequencia, serão banidos,

em troca de ações reais que  sejam coerentes e pertinentes.

Tudo isso que vem acontecendo no nosso Brasil, que muitas vezes é camuflado pela histeria do carnaval, do futebol e das baladas,  não lhe deixa indignado?

Não lhe deixa enganado?

Não lhe diz respeito?

Não lhe comove?

Se nada lhe toca, nada mudará, e sua mente será cauterizada, com paradigmas assim: Nada está tão ruim que não possa piorar! Mas, pense: Nem tão bom, que não possa melhorar.

Sou eu apenas um profeta indignado!

(F. Meirinho)

https://fmeirinho.wordpress.com

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