REFLETINDO E LAMENTANDO

REFLETINDO E LAMENTANDO

Sobre a tragédia de Santa Maria – RS

 

IMG_0025É lamentável que em uma socieddade global, que vive no topo do conhecimento científico, que faz todo esforço e consegue, salvar vidas através dos transplantes mais inusitados, que por meio das células troncos consegue êxito espetacular, que depois de anos de pesquisas, embrenhada no mundo microscópio dos organismos consegue evitar que sejamos vítimas de graves doenças na vida infantile e adulta – mas falha em coisas rudimentares.

É lamentável que, tenhamos gastado milhões para produzir a mehor expectatva de vida possível, que tenhamos proclamado com tanta intrepidez a necessidade de atender o ser humano na sua dor física e mental – Mas, falha e se torna tão imatura no seu dia a dia.

É lamentável que, paralelamente a todo esse glamor médico-científico, a toda a busca mais sofisticada dos meios farmacológicos para salvar uma vida, e também considerando o valor que ela representa, se não for para todos, pelo menos representa o maior tesouro para meio familiar e no círculo de amizade – que não estejamos atento à vida saudável e cheia de expectativa, que se perde por algum tipo de omissão.

É lamentável que sejamos tão imprudentes, insensíveis, gananciosos, corruptos, cegos, ignorantes, arrogantes, brutos, quando se trata de criar um ambiente seguro para preservar a vida e a dignidade do inocente

Ironia! Santa Maria, uma cidade universitária, onde convergem pessoas de todas as partes para se formarem e se tornarem mais sensatas, inteligentes. Mas, foi incapaz de reunir o potencial existente para criar meios, leis, instrumentos, capacitação de pessoas que pudessem evitar tamanha tragédia, que resultou na morte de centenas de jovens. Isso representa o nosso mundo em contraste? Ou é puro descaso e falta de empenho ao sentido da vida?

Pelo o que está sendo noticiado, qual tem sido a causa de tamanha tragédia: Insensatez, ignorância, incompetência, ganância, incoerência, impunidade e banalidade. Estas sete palavras podem ser resumidas assim – a falta de: porta adequada, fiscalização, sinalização, obediência às leis, pessoal treinado, etc.

Será que para providenciar o que faltou era necessário os grandes mestres de Harvard e físicos da nasa? Será que é impossível prever tragédia dessa magnitude? Conhecendo apenas as quarto operaçoes básicas da matemática, chega-se a conclusão que é impossível a evacuação de mil pessoas, numa porta de abertura de dois metros, em pucos minutos.

Para terminar o meu lamento: Não são as mesmas coisas que colocam o Brasil no topo – dos acidentes de trânsito e de trabalho, furtos e assassinatos! Que produzem os corruptos e corruptores!

Quando há falta de conhecimento e sabedoria, o inocente paga. O conhecimento nos leva ter a visão do todo, mas a sabedoria nos faz aplicar o conhecimento nos detalhes, aliado à ética, à moral e a responsabilidade tanto pessoal, quanto coletiva.

Será que vamos apenas lamentar, chorar, discursar, reunir, demagogiar, declarar dias de lutos e depois mergulhar tudo isso nas festas do carnaval, deixando a vida levar, e cantar – Não adianta procurar culpado/ Porque tudo o que acontece é fatalidade/ Obra do além, do imensurável…

Se você fica indignado, e não pode fazer muito para reverter esse quadro, faça do meu lamento a sua voz, e acompartillhe isto na rede social.

 

 

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O “EU” PROFUNDO E O “EU” SUPERFICIAL

imaguaO filósofo Francês – Henri-Louis Bergson defendia a existência de um “EU” superficial – que era automatizado, espacializado, pragmático, preso a sobrevivência da vida física e consequentemente determinado e, um “EU” profundo – no qual é possível acionar o livre arbítrio e experimentar a verdadeira liberdade.

A conquista da liberdade foi o grande desafio colocado por Jesus aos seus ouvintes, por isso ele não ensinava com base no seu – “Eu superficial” que está atrelado a comodidade e a sobrevivência física,  mas no seu “Eu profundo”, no âmago, no seu espírito, na mente eterna. Se fôssemos traçar um paralelo com Freud, diríamos que seria no inconsciente, no Id.

Somos compostos de corpo, alma e espírito. Inconsciente, pré-consciente e consciente; Id, ego e superego têm alguma relação, mas sempre indicando que existe algo mais profundo e  que esse  elemento foi objeto da atenção de Cristo. Sua mensagem era profunda, partia do seu espírito para atingir o espírito humano, a parte mais profunda do ser.

Minha observação é a seguinte: a alma humana está na moda, mas o espírito não. A religião moderna está mais interessada na alma humana, porque ela se identifica muito com a superficialidade, o aparente, os dogmas, os preconceitos, e também, porque na alma  reside a parte ingênua,  na qual a sua intrínseca  vulnerabilidade permite ser impregnada com certa facilidade com as crendices, e fanatismo pueril, porque  transmite uma sensação de pseudo- segurança, uma espécie de salva vida, para quem se sente emergidos pelas águas turbulentas da modernidade.

Jesus transmitiu sua mensagem em espírito e em verdade. Ele disse: O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são – ESPÍRITO E VIDA.

Quando encontrou a mulher samaritana no poço de Jacó, ela toda formatada pela religião judaica, logo disse: Nossos pais adoravam neste monte…e a conversa sobre onde e quando se adora foi interceptada pela colocação do espírito profundo de Jesus: “Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” . (Jo 4. 24) Coisa para refletir, o quando e onde não importa, mas como se adora isso sim importa – a reposta foi – em espírito e em verdade.

O projeto de Cristo é fornecer sua palavra e o Espírito, para que possamos ativar o nosso lado mais profundo, sair da periferia da falsa espiritualidade que sufla o nosso ego,  para uma vida de plena liberdade, na qual é possível nadar em águas mais límpidas e profundas, num estado de espírito que se harmoniza com o amor, a fraternidade, o domínio próprio, a consciência do Eu, e a liberdade.

(F. Meirinho)

 

 

 

A FUGA CRISTÃ EM MASSA

imafugaO cristianismo contemporâneo absorvido pela filosofia hedonista está se acovardando em encarar de frente o discurso de Jesus e seus apóstolo, por isso foge para se esconder, tentando ter amparo de Yavé – o Deus de Israel, na teologia da prosperidade judaica do velho testamento, ou nos deuses do misticismo greco-romano, no qual tudo tem uma pseudoexplicação, onde para o milagre acontecer é preciso materializar a fé, que se transforma em amuleto de sorte. Se tiver dúvida, pode ver no mercado da feitiçaria cristã: Rosa perfumada, martelinho da justiça, lenço suado, vazo ungido, oração mágica, milagre forjado com prova materializada – pedra – como se fosse -cálculo renal retirado, e víceras de animais como se fosse cancer estirpado, e outros, esperando para tendência da moda – fé em tudo – para a próxima temporada.

Eu ainda prefiro continuar duvidando de quase tudo que não tem valor algum, para continuar confiando no essencial. Os bereianos sempre me deixaram uma das maiores lições, em termo de conferência da procedência da verdade cristã: “Ora os de Beréia eram mais nobres que os de Tessalônica; pois receberam a palavra com toda a avidez, examinando as Escrituras todos os dias para ver se as cousas eram de fato assim”. (Atos 17. 11)

 

Se você deseja ser mais nobre…Examine as escrituras para ver se – de fato as coisas são assim. Se concluir que não são assim, mas sua opção é essa, e o que importa é o enlatado, porque é mais prático, então – fica a penas o recado, e mais uma voz no deserto, mas se isso lhe ajudou, é porque você entende que no deserto da vida, pode nascer um oásis, que sacia de verdade a alma do viajor, no seu dia-a-dia, com destino tanto para vencer os embates temporais, quanto à chegada do destino final para o início de uma nova etapa.

 

(F. Meirinho)

 

 

ACOMODAÇÃO SOCIAL- o que é?

 

imacomodaçã0É quando uma sociedade se torna apática quanto aos problemas – politico e social, se adaptando e se acomodando, aceitando tudo com certa indiferença e normalidade.

As seguintes expressões são sintomas da acomodação: O Brasil não tem jeito mesmo. O negócio é defender a minha parte, o resto que se lixe.  A solução é entegar tudo nas mãos de Deus – ou deuses. Nada que se possa fazer. O pobre sempre que se ferra. Não quero saber de política. Eu voto em branco, porque todo político é corrupto. Se está mal é porque deve ser assim. Conformar-se é determinar na mente que as coisas são assim e não podem ser mudadas. É como aqueles que são alienados dos horóscopos – Eu sou assim porque sou do signo X ou Y.

A banalização dos crimes, a falta de punição adequada, toda a forma de injustiça social, principalmente àquelas em que o cidadão fica à margem, como a saúde pública e outros casos bem conhecidos,  resulta em uma sociedade que entrou no processo de acomodação e deteroração.

Ouvi hoje uma declaração indignada do cantor Zéca Pagodinho, relacionado à enchente e ao lixo de Duque de Caxias no R.J. – Esses políticos… bandidos… – pelo descaso, que resulta no abandono da cidade, vitimando inocentes. Embora ele tenha uma canção, onde há uma frase – deixa a vida me levar, vida leva eu – sentiu na pele, que não é bem assim. E não é mesmo, embora muitos de nossos artistas tentam trazer mensagem de desconstração e relachamento mental aos seus pupilos, a realidade é outra, e isso provoca indinação àqueles que não se omitem em compadecer-se dos seus semelhantes, a exemplo do Zéca, até onde somos informados.

 

Olá “brava gente”brasileira vamos incentivar o nosso povo a sair da acomodação social, que produz exploradores de todos os naipes em todas as instituições, até nas mais puritanas.

Para uma sociedade sair da acomodação alienadora deve dar um tempo semanal para se inteirar do que está acontecendo, discutir esse problemas, expressar opinião, usar bem do poder do voto e, incentivar os familiares e amigos na busca por melhor educação.

 

Vamos fazer diferença em 2013!

Vamos sair da acomodação!

Vamos usar das redes sociais como instrumento de conscientização – político, religiosa e social.

Falei religiosa, porque – religiões que manipulam as mentes, com falsas promessas, tanto profanam o sagrado, como sacramentam o profano, e não contribuem para a melhoria do ser humano, porque se tornam aliadas ao sistema de alienação social e espiritual, que em nome de pseudo liberdade – acabam apregoando a escravidão e acomomodação, tanto social, quanto espiriutal.

(F. Meirinho)