O QUE NOS UNE DEVE SER MAIS FORTE

ImauniãoSomos um país multicultural e multiétnico, sendo a maioria de origem cristã que deveria ter como legado a capacidade de compreender melhor os diferentes, mas lamentavelmente não somamos os valores, ou não convergimos para o ponto de equilíbrio, respeito, tolerância e solidariedade. Parece que somos dependentes de estranhas emoções, excesso de individualidade e um pouco cegos para as nossas realidades. Talvez por isso, estamos produzindo uma nova espécie de seres desalmados, que roubam, que desviam verbas, corrompem, que são corrompíveis, que são capazes de odiar,matar, destruir, por motivos – ideológicos, torpes e financeiros.

Brigamos por nada, criamos situações ridículas. E isso, não vem só dos menos favorecidos, dos que estão nas margens, como os analfabetos, dos miseráveis que são frutos de toda esta idiotice, mas envolve até a mais alta camada social – os deputados federais, como exemplo, cito: Jean Willian e seus pupilos versos Marcos Feliciano. Coisa estranha! Estamos assistindo uma verdadeira guerra sem razões aparentes, que afrontam os princípios da inteligência, da convivência social e do direito democrático.

Uma parte da imprensa parece ter sido mentalmente capturada por essa onda discriminatória. Quando se trata de outros deputados, de profissões variadas: médicos, contadores, engenheiros, professores e outros, não há menção à profissão do político, mas quando a imprensa fala de Marcos Feliciano, tem que ser dito – pastor, como se quisessem dizer a alguns evangélicos. Olha aí o pastor de vocês!… Pura ignorância, ou alienação midiática! O termo homofobia e racismo  foi elevado um patamar que distorce o seu sentido semântico, transformando qualquer  simples opinião em comportamento ignóbil.

Enquanto isso, a corrupção prolifera, e ninguém vê nada. O crime dispara. Temos mais de 500 mil presos no país. Mais de 170 mil com mandado de prisão, mas, o sistema carcerário só permite no máximo 350 mil presos. Para que mandado de prisão, se não tem lugar nas penitenciárias. Elas estão abarrotadas.

Há vários discursos para aumentar a punição   para o menor infrator, ou para os que praticam crimes considerados hediondos, e manter os criminosos presos, mas onde, se o sistema carcerário está falido! Somos um grande povo, como ovelhas desgarradas, sem comando. Nos tornamos especialistas em criar leis absurdas, porque não há ambiente para viabilizá-las. Pensa-se já em novos líderes políticos, que possam ser presidentes da república, mas onde estão?

Se em parte somos produtos do meio, que meio construímos, que nos é impossível encontrar políticos confiáveis?  Estamos há anos esperando pela sonhada reforma política, mas não há interesse em reformá-la. Votamos, normalmente em quem mais mídia tem, e são exatamente esses que não irão nos representar, porque suas candidaturas são financiadas pelas 200 maiores empresas do pais. Haverá  mudanças significativas?

Nos bastidores da política da situação percebo uma intensa atividade para ressuscitar a velha ideologia, ultrapassada pelo tempo e pela inadequação. Por incrível que pareça, ainda há os que veneram  os velhos dinossauros da ideologia marxista, porém distorcida.

Estamos perdendo mais uma geração, e perdendo também a grande oportunidade de nos tornarmos uma grande nação. Estamos morrendo nos nossos egoísmos, nas nossas indiferenças, e nas nossas incoerências.

A mente cristã evangélica, no ardor de sua fé, sem refletir sobre a instrução a relação que existe entre fé e realidade, se torna um tanto questionável, porque tende a empurrar tudo para Deus, esquecendo-se de sua responsabilidade social e política. Está pronta a dizer, o Brasil está assim, “porque Deus quer ou permite”, e os mais espirituais ainda justificam essa frágil e desprezível atitude, citando a Bíblia, em texto sem contexto. Esquecem que cristianismo é  feito de – Fé, renúncia, amor, responsabilidade pessoal e social.

Nós cristãos que poderíamos estar mais unidos, pela fé e o amor de Deus e ao próximo, pela racionalidade, pela lógica, pelo absoluto – que é simples e comum a todos: Deus Criador, Jesus Cristo Salvador, Bíblia, como livro de instrução, virtudes, resolvemos nos digladiar e  odiar pelo ínfimo, pelo relativismo.

O que nos leva a nos unir é mais  excelente do que o que nos divide. Pelo relativismo, até as próprias denominações cristãs estão divididas entre si, cito como exemplo: Assembléia de Deus; Batista, Presbiteriana, Católica, etc. Católica também: Claro! São várias católicas, mesmo assim se dividem, pelo relativo – teologia da libertação, carismáticos, várias ordens ministeriais, etc. Entre os evangélicos se dividem pelo carisma, e pela várias modalidades, tanto teológica, ministerial, quanto do ponto de vista doutrinário, litúrgico, sacramental e cultural.

Enquanto isso, criamos um vazio que permite ideologias profundamente desagregadoras e ameaçadora, não só aos princípios do cristianismo mas a toda a humanidade. Essas ideologias funestas que conspiram contra o Deus criador e  os princípios morais e éticos que fazem parte intrínseca da humanidade se movem nos meandros da vida social e política, permeando de forma audaciosa, ardilosa e maléfica com objetivo único de causar uma grande instabilidade familiar, política e social que resulte em um ambiente propício para criar um ambiente favorável para tomar de súbito o controle das mentes incautas.

Lamento que muitos cristãos, e outros não cristãos, mas que acreditam no Deus que a Bíblia revela, não tenham a perspicácia de perceber o que se passa na mente de grupos e movimentos libertinos que pregam uma pseudo liberdade, mas o que querem mesmo é escravizar e tomar por presa às consciências menos avisadas.

O que nos une deve ser mais forte e defendido, do que aquilo que nos divide. Se estivermos unidos pelo absoluto, saberemos defender o que nos pertence por direito, e o mundo verá e reconhecerá que o que temos para oferecer procede do Pai, com base no que é melhor para toda a humanidade em todos os sentidos da vida.

F. Meirinho

https://fmeirinho.wordpress.com

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CONCORDO COM SILAS MALAFAIA

IMG_0025Normalmente, não consigo concordar com tudo, o tempo todo com as mesmas pessoas e instituições. Mas isso não representa que eu esteja certo, apenas vejo que a sociedade está sempre em transformação, e é preciso que haja discussão, oposição para que o que deve ter equilíbrio, do ponto de vista da ética e da moral seja resguardado. Mas, a respeito do que ocorre nos bastidores da política que tenta execrar Marcos Feliciano, apesar de achar que seu comportamento, e suas ideias nem sempre são compatíveis com o cerne do Evangelho de Cristo e nem com a realidade política e social, mas concordo plenamente com Silas Malafaia, que salienta as possíveis causas da pressão antidemocrática para que Marcos Feliciano renuncie ao cargo.

Ele faz lembrar: “Toda essa mobilização contra Feliciano tinha um motivo maior: Desviar os holofotes do PT. Afinal, enquanto se discutia a posse de Feliciano na CDHM, dois deputados condenados pelo Supremo tribunal Federal no julgamento do mensalão, João Paulo Cunha (PT – SP – e José GEnúino, tornaram-se membros da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, a mais importante comissão da Câmara”.

Lamento ainda, como tantas igrejas e pessoas que já foram mais sérias, se rendem aos shows de Feliciano, e ainda pagam bem por isso! Devem lembrar que se tornam cúmplices de exploração dos incautos, que na sua maioria seriam ou deveriam ser ovelhas  sob  o cuidado e diligência de seus pastores, não presas fáceis de espertalhões.

Como escreveu Paulo: “O amor ao dinheiro é  a raiz de todos os males”. Embora este princípio tenha sido apresentado ao povo, as próprias religiões se tornam presas. A igreja, ou a intituição que sente necessidade de arrecadar mais dinheiro do que o usual, mesmo que tenha que dividir uma boa parte, devem assim concluir: porque não trazer alguém, a exemplo de Feliciano, que tem o “dom de arrecadar” – das ovelhas vítimas?

Apesar de defendê-lo para resitir a pressão, penso também, que Feliciano não seria a pessoa mais indicada para essa função, porque tem outras com currículo e postura mais adequados. Apesar disso, no momento acho que ele não deve render-se à pressão, porque os que pressionam não são sérios e também não representam a legitimidade da política democrática. Onde está o estado de direito democrático? Onde está o direito de livre expressão? Em que base legal, pode Feliciano ser acusado de racista e homofóbico?  Por ter no passado, tentar dar uma interpretação a determinado texto da bíblia, dizendo que a população da África, como base na maldição de Noé a um de seus netos, estivesse debaixo de maldição? Ridículo! Se for analisar tudo o que se disse, escreveu, nas pregaçoes, discursos, poesias, enfim na literatura em  geral, haja tribunal para julgar os famigerados racistas, homofóbicos, preconceituosos, etc. É claro, que a sociedade em transformação cria novas leis para permitir boas convivência entre os povos, mas isso deve ser feito com inteligência, sem preconceito para que não seja transformado em um grande circo, ou tribunal patético.

Felciano, após vencer a pressão, se dejejar seguir a carreira política e/ou religiosa deve fazer uma reflexão melhor de suas convicções e postura e tentar melhorar sua maneira de ver o mundo e se tornar um representante das aspirações do povo, como politico, e como líder religioso pensar mais nas ovelhas e menos no bem-estar do pastor, no qual encontra “pasto verdejante” na teologia da prosperidade, que contempla mais os protagonistas do que os seu pupilos.

Convenhamos! Essa coisa de ir para o congresso, considerando os grandes problemas da sociedade brasileira, como – Saúde, educação, segurança, corrupção exponencial e falta de infraestrutura, para simplesmente focar, polarizar, como lema principal, questões da homossexualidade, e/ou homossexualismo acaba sendo bizarro e ao mesmo tempo irônico. Homossexuais existem em toda a parte e em todos os meios e em todos os tempos, até  entre os mais puritanos, mas homossexualismo, não. Temos que diferenciar homossexualidade de homossexualismo, que à luz dos processos sociais e filosóficos da pós-modernidade é visto mais como um movimento libertino – à luz da reflexão cristã -, que tenta promover uma nova onda, um novo conceito de vida e de sociedade. O grande problema é que, com essa onda toda, o homossexualismo como filosofia acaba ganhando força e impondo e divulgando como modismo e estilo de vida, tirando o foco dos grandes temas nacionais que são prioritários.

Lamento o fato de  a política brasileira resitir refletir minimamente sobre essas questões, preferindo se manter de forma retrógada como campeã  mundial em fazer esse tipo de baixaria, que é a de, criar estranhos episódios para desviar a atenção da nação sobre os fatos relevantes, para poder trabalhar na surdina em favor de elementos reprováveis, tanto política quanto socialmente, em detrimento ao avanço social e democrático, porque robustece uma classe privilegiada e destrói os fundamentos da política autêntica, da justiça social e dos sonhos da nação

F. Meirinho

Compare lendo o artigo no Link abaixo:

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-pt-e-dilma-abrem-mao-da-comunidade-evangelica-nas-proximas-eleicoes/#.UWQN7ow-x5U.facebook

EM BUSCA DA FELICIDADE

IMG_0025O grande sonho da humanidade é encontrar a felicidade, é ser feliz. Alguns olham para trás e dizem: “eu era feliz e não sabia”. Por isso, há os que se identificam com Jó, quando disse: “Sobrevieram-me pavores; como pelo vento é varrida a minha honra; como nuvem passou a minha felicidade” (Jó 30. 15).

A falta ou a perda da felicidade, normalmente é traduzida como um acontecimento negativo, não esperado, que resulta em tristeza, lágrima e até desesperança. Como exemplo temos: a perda de um ente-querido; a doença, as privações e outras questões relacionadas a saúde mental. Quando a alma perde a paz a felicidade se ausenta. Jeremias, o profeta que sofreu profunda depressão, por antever a queda do reino de Judá, disse: “Alongaste da paz a minha alma; esqueci-me do que seja a felicidade” (Lamentações 3. 17).

Para um número considerável de pessoas, o que lhe poderá causar felicidade, é o que muitos consideram normal, como – o direito à vida, ou mesmo, a um prato de comida. Outros têm sonhos mais ousados e até  perseguem-os como um ideal de felicidade; às vezes, em detrimento à própria felicidade; são os que vivem sempre comparando de forma obsessiva.

O mestre da psicologia positiva, Martin Seligman, depois de estudar sobre a busca por felicidade por mais de vinte anos escreveu: “É tolice eleger a busca pela felicidade pessoal como a única ambição da vida”.

Quando olhamos para a vida, no seu contexto mais abrangente possível, descobrimos que, “felicidade inteligente”, torna-se privilégio daqueles que descobrem, primeiramente o que são mais essenciais: A sabedoria, a confiança e a paz. Escreveu o sábio Salomão: “Feliz é o homem que acha a sabedoria e que adquire o entendimento (Provérbioss 3. 13). Feliz é o que confia no Senhor”. (Provérbios 16. 20). Portanto, enfatizou o salmista: Há para o homem de paz um porvir feliz (Salmos 37. 37). Enquanto não houver sabedoria, conhecimento, confiança, não haverá paz e, subsequentemente não haverá felicidade.

Partindo deste princípio, procuraremos a felicidade de forma mais correta e, descobriremos que ela pode estar perto de cada um de nós, e que, é possível encontrá-la a qualquer hora, porque, a felicidade bate às nossas portas e não importa a idade, como escreveu o grande poeta brasileiro, Mário Quintana: “Somente uma época na vida de cada pessoa  em que é possível sonhar e, fazer planos e ter energia bastante para realizá-los, a despeito de todas as dificuldades e obstáculos. Uma só idade para a gente se encantar com a vida (…). Essa idade tão fugaz na vida da gente chama-se PRESENTE, também conhecida como AGORA ou JÁ e tem a duração do INSTANTE que passa…

É curioso notar que, quando uma pessoa procura muito a felicidade pessoal, ela pode confundir a felicidade com o prazer egótico (Tendência de supervalorizar a si mesmo e consequentemente subvalorizar as outras pessoas) que tem começo, mas não tem fim. Contempla ela mesma e nãos outros, criando um verdadeiro antagonismo, porque apesar da felicidade real possuir um caráter endógeno, o processo que faz isso acontecer vem de fora para dentro. Exemplo: uma criança se torna interiormente feliz pela expressão de amor, cuidado, boa alimentação, afago, carinho, que produzem o bem-estar e, por consequencia a felicidade. Partindo desse princípio não fica difícil de perceber que um conjunto de ações  externas vindo de um outro ser humano proporciona felicidade recíproca – tanto daquele que produz, quanto daquele que recebe.

Quando uma pessoa foca apenas em ser feliz, ela pode estar sob efeito da égide de uma felicidade distorcida, mais parecido com mergulho desesperador no hedonismo cruel. (que leva a pessoa buscar o prazer pessoal, como único alvo da vida humana).

Felicidade é como uma avenida de duas vias paralelas, na primeira você recebe para ser feliz, desde a mais tenra idade; na segunda você se torna um instrumento de felicidade para o outro. Esse intercâmbio sadio é igual felicidade dinâmica e produtiva, em que você se torna cada vez mais feliz, na medida em que suas ações produzem felicidade, e isso se torna um força propulsora que faz você ficar incorporado no dar e receber, de forma ininterrupta.

Tudo isso começa com você, tendo ao longo da vida facilidade de autoaceitação. Se por acaso, isso não tenha ocorrido no processo da vida, desde a infância, é preciso ajuda psicoterapeuta para a remoção dos obstáculos que bloquearam o fluir natural da autoaceitação, sem a qual a felicidade não emerge.

De acordo com o terapeuta e escritor, John Powel, autor do livro  – felicidade um trabalho interior -, a felicidade pessoal é resultado da aprendizagem que está profundamente relacionada a autoaceitação e, quando isto ocorre, a felicidade começa a desencadear-se, porque segundo ele:

– As pessoas que se aceitam vão ao encontro de outras  com facilidade – . Temos uma natureza social, não conseguimos viver alienado da convivência humana. Ir ao encontro dos outros é como solidificar a nossa felicidade pessoal. Por mais conforto e dinheiro que se possa ter, o que marca a nossa trajetória  e fundamenta o nosso prazer real pela vida são as pessoas que conhecemos, e trazemos para dentro da esfera do nosso relacionamento.

– As pessoas que se aceitam estão sempre prontas para receberem elogios -. Receber os elogios com naturalidade prova que realmente somos amados e reconhecidos. Muitas pessoas reagem negativamente aos elogios, porque tem uma leitura distorcida, imaginando que  os mesmos representam uma ameaça ou uma forma de deboche.

As pessoas que se aceitam são autênticas – . Isto quer dizer que, não precisam de máscaras , por isso, são livres para opinarem, expressarem indignações, mas também, podem reconhecer as virtudes dos outros com muita espontaneidade.

–       As pessoas que se aceitam tem um bom contato com a realidade – . A autoaceitação desenvolve a autoconsciência e partindo dela temos uma relação com o mundo real  e capacidade para  interagirmos de forma eficiente com as questões negativas e positivas que a vida propõe. Um dos grandes problemas da humanidade tem sido a relação que ela vem tendo com a realidade, e por esta razão, não consegue lidar muito bem com isso, resvalam-se para o mundo das drogas, álcool, e toda sorte de crimes, dos comuns aos  mais hediondos, como é do nosso conhecimento.

As pessoas quando interrogadas sobre o sonho para o futuro, dizem: Desejamos um mundo mais justo, em que todos sejam mais respeitados, tenham melhores condições para atenderem suas necessidades básicas – alimento, moradia, saúde , segurança e sejam felizes.  Mas, quem quer amar a vida e ver dias felizes, com diz o Apóstolo Tiago: “…aparte-se do mal, pratique o que é bom, busque a paz e empenhe-se para alcançá-la (1 Pedro 3. 10, 11).

Quando afastamos o mal do nosso coração, a autoaceitação floresce em nosso interior e a felicidade aparece como resultado natural. Quando falo de “mal”, não me refiro só aquilo que diz respeito a quebras de preceito religioso ou social, as ações espirituais da maldade, mas também aos conteúdos reprimidos da nossa alma.

A pessoa, antes de focar na busca da felicidade deveria focar na cura de sua alma. Uma alma permanente ferida cria  um vazio profundo no seu interior e tende a jogar qualquer coisa nesse abismo para poder preenchê-lo, sem perceber que a questão não é jogar entulho no abismo, mas, tirar o elemento invisível que está por detrás, em forma de elementos abstratos – como ressentimentos, mágoas, decepções, angústias, autocomiseração, culpas, etc., que não são tangíveis, mas reais.

O caminho para sair de situações extremadas, quando não resolvidas no meio em que vive – família, comunidade, deve-se buscar ajuda em profissionais competentes, no qual, o paciente possa ter a garantia do sigilo, para poder abrir sua alma, que é o caminho mais indicado para quem deseja encontrar a felicidade real. Nem sempre, orações, rezas e liturgias resolvem o problema do interior da alma. Ao contrário, podem se tornar fugas, resistências, que nos paralisam no mesmo lugar, apenas com sensação de solução adotada, mas não eficiente, porque é preciso ações mais profundas e pragmáticas que partam do nosso interior e que sejam nossas mesmas, explicitadas, e não a dos outros. Aqui está a razão de se constatar pessoas aparentemente boas, cristãs,  religiosas, mas profundamente deprimidas.

Relacionando teologia com psicoterapia cito o apóstolo Tiago, quando escreveu: “Confessai as vossas culpas uns aos outros para que sareis”. Sem dúvidas, ele estava indicando  um procedimento terapêutico, em que o sujeito encontra no outro – o objeto confiável e capaz, para o qual explicita a liberação da tensão, resultante dos processos de revelação de traumas ou ideias reprimidas, que tem apoio no procedimento psicanalítico, mas também concebível em múltipla relação: Social, religiosa, espiritual. Social – expressar sentimentos perturbadores e conflituosos aos pais, cônjuges, amigos. Espiritual – confessar a culpa a Deus, pedir perdão a quel ofendeu.  Religioso – aos seus lideres, pastores, padres, etc. E em caso em que, o sujeito aflito não encontre o objeto – pessoa confiável ou capaz, ou mesmo tendo feito, ainda não se sentiu satisfeito ou confortável, deve procurar os profissionais da psicoterapia. Aliás, o profissional em qualquer situação sempre será um boa referência para encontrar a resposta para as questões da saúde mental, em qualquer situação e em todo o tempo, porque ele é uma pessoa capacitada e ao mesmo tempo, confiável e que não interfere nos status do seu paciente e nem na sua fé religiosa, a menos como informação para ajudar a elucidar a perplexidade da alma.

Em minha experiência na área do aconselhamento pastoral percebia que  me tornava incapaz, em muitas situações no aconselhamento, porque a pessoa a quem me dirigia fazia parte da mesma igreja, do mesmo círculo social e isso criava uma barreira, porque envolvia, tanto o seu status-quo, quanto sua relação de sonho de ascendência de status religioso. Ou seja, presumo que o aconselhando pensasse: Como vou ser transparente a uma pessoa, que embora esteja querendo me ajudar, mas também faz parte da minha  liderança religiosa? Isso pode tornar-se o grande empecilho para que pessoas alcancem com sucesso o resultado terapêutico, por isso, reitero a necessidade, neste caso, da busca de profissional independente, mas competente, como também, os que tem certa habilidade, ou mesmo profissionais que sejam habilidosos, imparciais e humildes para indicarem outros profissionais aos pacientes e aconselhandos.

Por último, incentivo a você, que talvez conheça alguém ou esteja vivendo algum episódio doloroso, não se restrinja na busca da sua cura interior, sua alma vale mais do que o mundo inteiro, como afirmou Jesus de Nazaré.

Um dos maiores problemas da humanidade é sua visão de mundo, sua inter-relação com os outros e consigo mesmo. Tratando essas questões, o fardo fica mais leve, o caminho mais amplo, a vida muito mais exuberante e, a soma de tudo isso será – Felicidade.

F. Meirinho

https://fmeirinho.wordpress.com