ANO NOVO – continuidade ou novo começo

imanonovoQuando o dezembro desponta começa a contagem regressiva para o início de um novo ano, que para muitos é a oportunidade de um novo tempo, um novo começo, ou tempo de mais ousadia e determinação no projeto que está dando certo.

É claro que, alguns mergulharam no ostracismo, preferindo apenas continuar vivendo, dando sequência à normalidade, deixando-se levar pelas correntezas da existência mesquinha que adotaram, como sendo o “seu destino”, e que outros pensam – seu “carma”. Mas, se perguntarmos ao criador, Ele não vai concordar com isso, pois deixa claro, na mensagem de seus profetas, de que nos chamou para altos propósitos. Neste sentido, cai bem uma frase de Neimar de Barros: “Não importa quantos passos você deu para trás, o importante é quanto, agora você vai andar para frente”.

Prossiga para o recomeço e não se dobre aos fracassos e desânimos do ano vigente, nem para as mensagens derrotistas. Todos acreditamos que, por pior que você esteja, seu campo de ação, de criatividade, de entusiasmo, esperança e fé, não se extinguiram; você pode se projetar além do fracasso, da duvida, da lamúria.

Para  alcançar seu alvo, seus sonhos realizados,  você contará com mensagens inspiradas, de ousadia, que hão de alimentar  sua fé. Pois Deus, além de nos amar, nos dá ferramentas para aumentarmos nossa capacidade de reinventar,  dinamizar nossa força de vontade, pelo acréscimo da fé.

Leia o que Paulo escreveu: “Não que eu tenha já recebido, ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus. (….) quanto a mim, não considero ter alcançado; mas, uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus” (Fp 3. 12-14).

Colocando as dicas de Paulo, do prosseguir para alvo, para  a dinâmica do recomeço: Reconhecer a imperfeição; não parar de prosseguir – ir avante; considerar não ter alcançado o ideal, o sonho – mas ressalta: “Esquecendo-me  das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim – prossigo…”.

O comando é de Deus, mas o prosseguir é seu, que resulta de um  ato de vontade que pode fazer diferença. Em parte, nós construímos o nosso destino. Por isso, atentar para a responsabilidade que temos conosco próprio é de fundamental importância. Quando assumimos bem a nossa responsabilidade, tiramos um peso dos ombros dos outros, isso também é, compartilhar com todos. Como diz um Adágio popular chinês: “Se todos varrerem a calçada em frente das suas casas, toda a rua ficará limpa”.

Para um novo começo é necessário abandonar certos paradigmas, não repetir os mesmos erros do passado, ter algo à frente, visualizar, imaginar, acreditar. Paulo disse – “avançando em direção de algo que está diante de mim”.  O que você tem diante de você?  Se não ver nada, ou pouco, então exercite a sua fé, através da Palavra de Vida. Ter algo em frente deve ser prioridade. Quando não temos nada à frente, é porque deixamos de sonhar. Uma dose de utopia, não faz mal a ninguém. Quando ela se esvaece leva consigo nossa vontade de viver e de vencer.

Embora vivamos em  um mundo maravilhoso, contudo devemos, reconhecer sua complexidade em todos os aspectos. A fé no Deus criador alimenta a nossa esperança e alavanca a nossa existência para alvos que  focamos. Começamos a entender que não estamos sós neste mundo, e por isso procuramos descobrir nossas missões específica, além daquilo que deve ser habitual em cada ser – O amor a tudo que envolve a natureza, respeito à vida, luta incansável pela liberdade e dignidade humana. Quando pensamos que o mundo não vai bem, sempre devemos refletir, começado pelo self, pelo autoconhecimento pessoal, pelo Eu. O que EU posso fazer para melhorar: interiormente,  minhas relações pessoais, familiares,  é um bom começo, para quem deseja melhorar o mundo.

Desejo a você o mundo pessoal bem melhor –  sem preconceito, sem raivinha ignóbil, sem mania de ideologia salvadora,  sem arrogância e orgulho, próprio de quem acha que é alguma coisa, entre os mortais.  Aqueles que dizem – Você sabe com quem está falando? A resposta seria – Sei! Um verme idiota, que ainda não descobriu a razão da vida! Sem se deixar contaminar pelo mesmo vírus, é interessante ser, para cada ser humano, não somente um  instrumento de paz, mas também de conscientização. Com isto, na minha parca visão de mundo, acredito que poderemos  ter  um 2014 melhor. Um mundo mais igualitário. Como pessoa – ser  mais acessível e menos cruel;  mais saudável menos insana; mais coerentes, menos fanática; mais interdependentes,  menos dependente; mais humana e menos divina.

Cada vez que  o homem se diviniza, pelas falácias aparentes de piedade messiânica, a humanidade é humilhada pelo efeito nefasto do autoritarismo arbitrário. Não se deixe enganar! Assim, poderemos contribuir para um mundo melhor, assumido a nossa condição humana, sem deixar de sonhar, e trabalhar para ver um mundo melhor, e um futuro ditoso.

Um feliz 2014 para você e sua família!

F. Meirinho

Continuo aqui em 2014. É o que penso no presente:

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NATAL – VIDA LUZ E ESPERANÇA

Feliz-NatalNo processo histórico do cristianismo discutiu-se muito sobre a data e a comemoração do nascimento de Jesus. No primeiro século o Natal era comemorado no dia 6 de janeiro ou em 25 de março. Em outros lugares em 25 de dezembro.

O dia 25 de dezembro, como data da comemoração do nascimento de Jesus, foi mostrado pela primeira vez no calendário de Philocalus em 354.  O Teólogo Orígenes, um dos patriarcas da igreja  do século III, não aceitava a comemoração natalina. Apesar das discussões em torno da validade da comemoração e data do natal, a  atual foi fixada no ano 440, objetivando cristianizar as grandes festas pagãs – como  a mitraica, que celebrava – o nascimento do vitorioso sol –  que se davam nessa data.

Várias outras festividades decorrentes do solstício do inverno, como os cultos solares dos celtas e dos germânicos, a saturnalia de Roma, tudo tendo uma relação com a chegada da luz, do sol, considerando que as noites do hemisfério norte de inverno eram mais longas, e a chegada do sol era a grande expectativa, que segundo a tradição cristã, podia bem representar o nascimento de Cristo, a chegada da luz, do sol da justiça, que trazia nova esperança para a humanidade. Ligados a todos esses símbolos surgiram outros elementos, principalmente a árvore de natal, de origem germânica.

Não podemos negar que a historicidade natalina é cercada de mitos, de religiosidade e símbolos. Não podemos negar que a nossa linguagem, as palavras que usamos para nos comunicar, também estão carregadas de elementos mitológicos, oriundos das culturas dos povos. Apenas como exemplo: A palavra bacana, procede do deus grego – Dioniso, que em latim é o deus Baco – o deus do vinho, da urgia – das festas bacanais, entre centenas de outras. Neste caso dizer que – um encontro cristão estava bacana, seria uma incongruência, ou blasfêmia. Mas, acima das questões culturais e antropológicas, não podemos negar que – as comemorações natalinas, mesmo tendo relação no passado com o paganismo, apontam para uma grandeza insofismável e sem precedente na história – Na cidade de Davi nasceu o salvador – Jesus Cristo o Senhor.

Jesus Cristo!

Antes e depois. Antes dele não havia esperança do triunfo do amor sobre a barbárie humana. Depois dele a luz raiou, e todos são convidados a viver em nova dimensão.

Ele deve ser maior do que os nossos preconceitos, maior do que a nossa bondade, maior do que a nossa religião, que por melhor que seja, não representa o pensamento original de Jesus quanto o princípio do amor e da justiça. O amor e a justiça procedem de Deus, mas a religião é uma invenção humana, que representa muito mais o que somos do que o que devemos ser. O que devemos ser é mostrado por Cristo, sendo este o seu maior propósito, e concomitantemente a razão de sua vinda.

Ele é o maior milagre: “Rejeitando todos os milagres de Jesus, temos ainda o milagre de sua própria vida, de sua personalidade.” (Charles Bovee)

Ele oferece o que nenhum mortal pode oferecer: “Eu li Platão e Cícero, palavras de muita sabedoria e beleza; porém nunca li em nenhum deles: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” (Agostinho)

Sua trajetória:  “Em sua vida, Cristo foi um exemplo edificante, que nos traçou normas salutares de conduta; em sua morte, um sacrifício propiciatório pelos nossos pecados; em sua ressurreição, um conquistador; em sua ascensão, um rei; em sua intercessão, um sacerdote.” (Martinho Lutero)

O Deus homem: “Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Sua humanidade adquire extensão e profundidade porque é precisamente a humanidade assumida pelo verdadeiro de Deus.” (Karl Barth)

Ele é a luz: “…Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, pelo contrario terá a luz da vida.” (Jesus Cristo)

Pensa-se que o importante da comemoração a respeito de Cristo é a sua morte e ressurreição, mas precisamos entender que só morre e ressuscita, alguém que um dia nasceu.

Nasceu!

Para trazer vida e luz para todos os povos. Oferecer descanso para a alma cansada, felicidade pra os infelizes, perdão para o pecador.

Nasceu!

Para mostrar a cada pessoa que há esperança de um presente abençoado e de um futuro melhor, com base na tolerância, no perdão, na igualdade no amor, e na redenção que há em Cristo.

“Glória a Deus nas alturas, e paz na terra…”. Jesus nasceu!

Portanto o que está perdido pode ser achado. O que está doente pode ser curado. O que está triste e deprimido pode ser reanimado. O que está morto pode ser ressuscitado. Tudo pode sofrer alteração e significativa transformação, por Ele que um dia nasceu, morreu, mas ao terceiro dia ressuscitou.

Ele vive! Está é a nossa fé! Com esta base temos a esperança de vê-lo face a face. Seremos como Ele o é…

Isaias o profeta da esperança proclama: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”.

Cristo se projeta além da cultura festiva do natal. Este é o desafio para todos que o seguem, colocando-o em plena relevância, reiterando sempre o seu principado, não apenas em nossa liturgia, mas acima de tudo – no nosso estilo de vida.

Feliz Natal a todos!

Com vida, luz e esperança.

Francisco Meirinho