NATAL – VIDA LUZ E ESPERANÇA

Feliz-NatalNo processo histórico do cristianismo discutiu-se muito sobre a data e a comemoração do nascimento de Jesus. No primeiro século o Natal era comemorado no dia 6 de janeiro ou em 25 de março. Em outros lugares em 25 de dezembro.

O dia 25 de dezembro, como data da comemoração do nascimento de Jesus, foi mostrado pela primeira vez no calendário de Philocalus em 354.  O Teólogo Orígenes, um dos patriarcas da igreja  do século III, não aceitava a comemoração natalina. Apesar das discussões em torno da validade da comemoração e data do natal, a  atual foi fixada no ano 440, objetivando cristianizar as grandes festas pagãs – como  a mitraica, que celebrava – o nascimento do vitorioso sol –  que se davam nessa data.

Várias outras festividades decorrentes do solstício do inverno, como os cultos solares dos celtas e dos germânicos, a saturnalia de Roma, tudo tendo uma relação com a chegada da luz, do sol, considerando que as noites do hemisfério norte de inverno eram mais longas, e a chegada do sol era a grande expectativa, que segundo a tradição cristã, podia bem representar o nascimento de Cristo, a chegada da luz, do sol da justiça, que trazia nova esperança para a humanidade. Ligados a todos esses símbolos surgiram outros elementos, principalmente a árvore de natal, de origem germânica.

Não podemos negar que a historicidade natalina é cercada de mitos, de religiosidade e símbolos. Não podemos negar que a nossa linguagem, as palavras que usamos para nos comunicar, também estão carregadas de elementos mitológicos, oriundos das culturas dos povos. Apenas como exemplo: A palavra bacana, procede do deus grego – Dioniso, que em latim é o deus Baco – o deus do vinho, da urgia – das festas bacanais, entre centenas de outras. Neste caso dizer que – um encontro cristão estava bacana, seria uma incongruência, ou blasfêmia. Mas, acima das questões culturais e antropológicas, não podemos negar que – as comemorações natalinas, mesmo tendo relação no passado com o paganismo, apontam para uma grandeza insofismável e sem precedente na história – Na cidade de Davi nasceu o salvador – Jesus Cristo o Senhor.

Jesus Cristo!

Antes e depois. Antes dele não havia esperança do triunfo do amor sobre a barbárie humana. Depois dele a luz raiou, e todos são convidados a viver em nova dimensão.

Ele deve ser maior do que os nossos preconceitos, maior do que a nossa bondade, maior do que a nossa religião, que por melhor que seja, não representa o pensamento original de Jesus quanto o princípio do amor e da justiça. O amor e a justiça procedem de Deus, mas a religião é uma invenção humana, que representa muito mais o que somos do que o que devemos ser. O que devemos ser é mostrado por Cristo, sendo este o seu maior propósito, e concomitantemente a razão de sua vinda.

Ele é o maior milagre: “Rejeitando todos os milagres de Jesus, temos ainda o milagre de sua própria vida, de sua personalidade.” (Charles Bovee)

Ele oferece o que nenhum mortal pode oferecer: “Eu li Platão e Cícero, palavras de muita sabedoria e beleza; porém nunca li em nenhum deles: “Vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.” (Agostinho)

Sua trajetória:  “Em sua vida, Cristo foi um exemplo edificante, que nos traçou normas salutares de conduta; em sua morte, um sacrifício propiciatório pelos nossos pecados; em sua ressurreição, um conquistador; em sua ascensão, um rei; em sua intercessão, um sacerdote.” (Martinho Lutero)

O Deus homem: “Jesus Cristo é verdadeiro Deus e verdadeiro homem. Sua humanidade adquire extensão e profundidade porque é precisamente a humanidade assumida pelo verdadeiro de Deus.” (Karl Barth)

Ele é a luz: “…Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, pelo contrario terá a luz da vida.” (Jesus Cristo)

Pensa-se que o importante da comemoração a respeito de Cristo é a sua morte e ressurreição, mas precisamos entender que só morre e ressuscita, alguém que um dia nasceu.

Nasceu!

Para trazer vida e luz para todos os povos. Oferecer descanso para a alma cansada, felicidade pra os infelizes, perdão para o pecador.

Nasceu!

Para mostrar a cada pessoa que há esperança de um presente abençoado e de um futuro melhor, com base na tolerância, no perdão, na igualdade no amor, e na redenção que há em Cristo.

“Glória a Deus nas alturas, e paz na terra…”. Jesus nasceu!

Portanto o que está perdido pode ser achado. O que está doente pode ser curado. O que está triste e deprimido pode ser reanimado. O que está morto pode ser ressuscitado. Tudo pode sofrer alteração e significativa transformação, por Ele que um dia nasceu, morreu, mas ao terceiro dia ressuscitou.

Ele vive! Está é a nossa fé! Com esta base temos a esperança de vê-lo face a face. Seremos como Ele o é…

Isaias o profeta da esperança proclama: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso, Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”.

Cristo se projeta além da cultura festiva do natal. Este é o desafio para todos que o seguem, colocando-o em plena relevância, reiterando sempre o seu principado, não apenas em nossa liturgia, mas acima de tudo – no nosso estilo de vida.

Feliz Natal a todos!

Com vida, luz e esperança.

Francisco Meirinho

 

 

 

 

 

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Um pensamento sobre “NATAL – VIDA LUZ E ESPERANÇA

  1. PARABÉNS, PELA REFLEXÃO ACIMA, POIS ” E L E ” O DEUS DA VIDA, É A VERDADE QUE NOS DÁ A ESPERANÇA DE UM MUNDO MELHOR. FELIZ NATAL.

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