GAIVOTA FERIDA

ImagaivotaEstava pintando minha casa em Bridgeport, quando subitamente uma gaivota pousa sobre o asfalto quente, e em seguida corre em minha direção, meio voando e mal andando, o que me causou certa admiração.

Enquanto descia da escada, movido pela curiosidade, me perguntava: O que faria este pássaro pousar em frente à minha casa, de forma desajeitada? Procurei apanhá-lo para verificar o que estava acontecendo. Curiosamente olhei e percebi que na sua perna esquerda havia sete voltas de fio de nylon colocado quando ainda era menor. O tempo passou, sua perna avolumou-se, e o fio atingiu o osso da perna, criando um ferimento, fragilizando-o, impedindo-o, tanto de pousar, quanto de galgar voo.

Quem poderia ter feito isso? Qual o motivo daquelas amarras? Sem resposta. O que ficou claro é que aquelas amarras aconteceram quando a gaivota ainda era menor, talvez um filhote. Agora, apesar de adulta, estava impedida de viver a sua liberdade, de buscar seu alimento diário, de viver a vida de gaivota.

Depois deste episódio muitas coisas me vieram à mente. Citarei uma, apenas: Quantas pessoas adultas que não conseguem deslanchar, viver de maneira mais exuberante, feliz, descobrindo o caminho da interdependência, porque na infância foram amarradas com “finos fios” de emoções negativas, na convivência com os seus familiares, vizinhos e amigos, que, propositadamente, ou não, produziram verdadeiras armadilhas que só se revelaram, como bloqueios, na vida adulta.

Quando tentei tocar à gaivota ela se mostrava resistente, mas foi possível descobrir, porque pousou no asfalto quente do mês de Julho nos USA. Desatei-a, e a conduzi ao seu principal habitat no – Bersley Park – à margem do rio, onde muitas outras viviam.

Ela pode voltar ao convívio das demais e recuperar-se daquele sofrimento causado pelas amarras do passado!

A exemplo desta gaivota ferida, muitas pessoas hoje, estão desorientadas e por isso, acabam – “pousando no asfalto quente”, sem condições de galgar novos voos, e resistente a quem se aproxima para as salvar.

Se este for o seu caso, não tenha medo, procure ajuda em quem pode perfeitamente saber a causa de seus males. Lembrando sempre que, no mundo espiritual, nascemos sob o estigma do pecado, mas, como bem afirmou São Pedro, aos gentios, na casa de Cornélio, a respeito da salvação através da fé:”…Deus ungiu a Jesus de Nazaré, com o Espírito Santo e poder, o qual andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo…(Atos 10. 38)

A gaivota não procurou ajuda, mas mostrou que algo errado estava lhe ocorrendo. Lembre-se, sempre há alguém que deseja lhe ajudar! O importante é buscar a pessoa certa. Neste sentido, há um que pode tirar as suas amarras e levá-lo para um lugar seguro e de paz – Jesus de Nazaré.

F. Meirinho

www.prmeirinho.zip.net

 

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