QUAL O SEU MEDO E COMO VENCÊ-LO

Imansiedade_2Quem um dia, pelo menos, não tenha dito ou pensado – tive medo – . O medo, em certo sentido, compara-se ao colesterol: O medo bom e, o medo ruim. O medo bom é o medo congênito, que nos acompanha desde a mais tenra infância. Segundo alguns pensadores da ciência psíquica, do ponto de vista biológico, portamos apenas dois tipos de medos: o medo de cair e o medo de uma barulho repentino. Esses medos, levam-nos a agir de forma defensiva. Os demais medos são adquiridos, que passam de quinhentas modalidades e que podem se transformar em fobia.

Qual é o seu medo?
O medo quando que se torna fobia paralisa a pessoa e a deixa em tensão, angústia, perturbação, tremores e calafrios; diante de objetos, lugares, animais e situações adversas, mesmo aquelas que são apenas imaginadas.
São esses medos adquiridos produtores dos mitos e dos fantasmas. A pessoa medrosa acaba associando sons, visão parcial, com algo, muitas das vezes irreal, que se encarregam de dar forma aos medos. Como escreveu Horace Wapole: “Somos quase sempre as marionetes de nossos temores”.
São esses medos que nos angustiam, nos aprisionam e nos fazem sofrer, a exemplo do – transtorno de ansiedade social – ou fobia social, que impede o livre desenvolver, atrofia nossa relação social e nos encurrala para o isolamento e acabam frustrando os nosso sonhos.
Esses medos, que se apresentam diante de nós como grandes muralhas, é que somos convidados a transpor, suplantar, vencer.
A Bíblia é um livro de encorajamento da parte de Deus, mas mostra com freqüência o medo do homens:
1. Em Seir terão medo de vós… (Dt 2. 4)
2. Fugiu Jotão e foi para Beer com medo de seu irmão Abimeleque. (Jz 9. 21)
3. Disse o chefe de dos Eunucos a Daniel: Tenho medo do meu senhor, o rei…(Dn 1. 10)
4. É um fantasma. E gritaram com medo… (MT 14. 26)
Qual é o seu medo!
Você tem medo da vida, da morte, de gente, da doença, dos acidentes? Tem gente que tem medo, até do próprio medo. Apesar de o medo aparecer como sintoma de algo que passa no nosso interior, que revela o mundo ao nosso redor, somos convidados a vencê-lo.
Observamos que os discípulos, apesar de Cristo aparecer para trazer socorro, porque estavam em grande aflição no meio da tempestade, tiveram medo, até daquele que veio para salvá-los. É um fantasma! – gritaram, como medo. Mas Cristo aproximou-se e disse. Não tenham medo – sou eu.
A melhor forma de vencer o medo é ter em nossa companhia aquele que venceu o pior medo – o medo da morte.
Aquele que a tudo venceu, sobreviveu, está vivo. Ele afirmou: Eis que estou com vocês até a consumação dos séculos.
Quem tem a mente de Cristo, subjuga a sua mente medrosa, na força da mente vitoriosa, que emana de Deus. A partir dessa experiência vai, pela fé, rompendo, rompendo, até chegar ao nível desejável, onde as fobias são superadas, o medo equilibrado e a vida segue seu curso normal, mantendo os olhares voltados para o horizonte, com base no amor, na fé e na esperança.
Francisco Meirinho
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MENTE DIRIGIDA PARA O ALVO DE DEUS

imagePois quem conheceu a mente do Senhor, que o possa instruir? Nós, porém, temos a mente de Cristo (1 Coríntios 2. 16).
1. MENTE DIRIGIDA PARA A SABEDORIA – (Pv 1. 1-4).
a) “Provérbios de Salomão, filho de Davi, o rei de Israel:
b) para aprender a sabedoria e o ensino;
c) para entender as palavras de inteligência;
d) para obter o ensino do bom proceder, a justiça, o juízo e a eqüidade;
e) para dar aos simples, prudência e aos jovens, conhecimento e bom siso”.
f) Nesta direção encontraremos a sabedoria de Deus que é Cristo.
* Para dirigir a mente para algo relevante é preciso que ela esteja aberta: “A mente humana é semelhante a um paraquedas; só funciona quando aberta”(Thomas R. Deward)

g) O alvo de Deus é Cristo em mim; Cristo em você.
2. A GRANDE GUERRA ESPIRITUAL TRAVA-SE NA MENTE HUMANA
a) É nela em que os duelos – carne e espírito, bem e o mal, confiança e dúvida, amor e ódio, Deus e o Diabo, se encontram.
b) Desde os primórdios isto ficou registrado: “Viu o Senhor que a maldade do homem se havia multiplicado na terra e que era continuamente mau todo o pensamento do seu coração” (Gn 6. 5).
c) Quando permitimos que a nossa mente seja dominada por pensamentos maus, determinamos a ruína da nossa existência.
d) Os maus pensamentos são malignos e que se projetam sempre no sentido da vantagem absoluta do nosso ego.
3. PRECISAMOS DIRIGIR E GUARDAR A NOSSA MENTE
a) Em Deuteronômio 15. 9 lemos o seguinte: “Guarda-te não haja pensamento vil no teu coração…
b) Proteja a sua mente do mal – Livra-me do mal…
• A inspiração de Deus não chega à pessoa que espera sentada, de braços cruzados, com a mente ociosa, senão à mente que pensa, busca e investiga. (William Barclay)
• A bíblia fala muito sobre buscar ao Senhor, que muitos pensam que é só orar. É muito mais do que isso”.
4. DA MENTE PROCEDE:
a) Saídas da vida: Do coração procede as saídas da vida (Mt 9. 4)
b) Pensamentos Arrogantes “… A sua misericórdia vai de geração em geração sobre os que o temem. Agiu com o seu braço valorosamente; dispersou os que na mente alimentavam pensamentos soberbos” (Lc 1. 50, 51). Grande inspiração e revelação da bendita Maria, mãe de Jesus.
c) a pessoa que rejeita o projeto de libertação de Deus é entregue a uma disposição mental reprovável (Rm 1. 24, 28)
5. A TENDÊNCIA DA MENTE NATURAL
a) A tendência da mente natural é oposta à mente de Deus (Rm 8.7)
b) Andar de acordo com os desejos naturais da alma: “Os gentios andam segundo a vaidade dos seus pensamentos (Ef 4. 17,18);
c) Éramos estranhos e inimigos no entendimento, pela práticas não condizentes (Cl 1. 21)
d) É viver corrompida: “Tanto a mente como a consciência deles estão corrompidas (Tt 1.15)
e) É alimentar o ilusório e não o real.”O Senhor conhece os pensamentos do homem, que são vãos. (Sl 94. 11)
6. QUAL O ESTADO DA MENTE NÃO DIRIGIDA PARA A RESTAURAÇÃO?
a) Viver longe do projeto restaurador: “…vivíamos segundo as inclinações da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza, filhos da ira, como também os demais”.(Ef 2. 3).
b) Assim, éramos agentes do mal: Por que? Da mente procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias (Mt 15. 19)
c) Mente dirigida para o alvo de Deus é mente guardada: “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus (Fp 4. 7)
. A igreja, muitas vezes erra em focar apenas na libertação de pessoas possessas por espíritos malígnos. cujo dano é mais pessoal; o que mais causa dano à humanidade são as pessoas inspiradas por Satanás. Os possessos prejudicam eles mesmos, mas os inspirados por Satanás, através de vários meios se tornam presas e mantém as mentes humanas escravas. Os demônios querem mais as mentes do que os corpos. Enquanto focamos em eliminar os demônios dos corpos, Satanás se foca em ganhar as mentes dos homens, inclusive de Cristãos.
d) Ative sua mente em direção à mente de Cristo:
* Enquanto a mente humana estiver ativa, Deus, na verdade, ali está, para guiar, admoestar, inspirar e abençoar”. (G. H. Hambley)
e) Mente dirigida se projeta na vitória e vê que tudo é possível: Nesse tudo, principalmente a conquista da sua própria mente – do seu querer, da sua vontade, tendo por base Jesus Cristo, que estando nele, e ele em nós, sua mente é projetada em nossa mente, e passamos a viver em uma nova dimensão de vida, acompanhado com um novo pensar.
“Um ano antes de conquistar o Everest, em 1952, Edmund Hilary tinha fracassado na tentativa de chegar ao topo do Everest. Dias após, foi convidado a dar uma palestra e na ocasião foi recebido com aplausos pelo auditório que o considerava vitorioso, mas ele próprio, sentia-se fracassado, mesmo assim, com o punho voltado para uma foto do monte que estava perto, bradou: “Monte Everest, você me venceu a primeira vez, mas, na próxima, eu serei vencedor, porque você já cresceu tudo o que tinha para crescer…, mas, eu, ainda estou crescendo.
Há muitas coisas na vida, tanto física, quanto espiritual, que quanto à dimensão, devemos considerá-las como limitadas. Tendo como meta o alvo de Deus, que é que todos cheguem a estatura de Cristo, que todos possam ter o mesmo pensar, que todos possam ter a mente de Cristo; nessa direção, nossa resposta deve ser: Os obstáculos têm limite, mas nós em Cristo estamos crescendo, logo podemos superá-los mesmo que sejam oriundos do mais profundo império das trevas.
A vitória é nossa!

Francisco Meirinho
(Esboço da ministração do dia 09/08/15, na Emanuel Danbury, Ct – USA)

CRUZ – ou foice e martelo?

imageNisso concordo com o Papa Francisco:”Digamos juntos de coração: nenhuma família sem casa, nenhum camponês sem terra, nenhum trabalhador sem direitos, nenhum povo sem soberania, nenhuma pessoa sem dignidade, nenhuma criança sem infância, nenhum jovem sem possibilidades, nenhum idoso sem velhice digna. Sigam a sua luta e, por favor, cuidem muito da Mãe Terra.”
MAS DISCORDO que venha com o símbolo mostrado e oferecido de presente por Evo Morales ao Papa, que consistia de crucifixo formado de um martelo e uma foice, Isso é blasfêmia, presente que o papa deveria recusar.
O socialismo da América latina defendido por – Dilma, lula, Maduro da Venezuela, Evo Morales, da Bolívia, Cristina Kirstchen da Argentina e outros, é um comunismo manipulador, ultrapassado, que nada tem a ver com um socialismo solidário que eleva a justiça dos povos e distribui as riquezas – na forma de melhores salários, através do trabalho, saúde, educação, segurança, liberdade, etc.
Para isso o povo deve quebrar a foice do comunismo com o seu próprio martelo, ou então usar o machado de João Batista pra cortar esse grande mal pela raíz: “O machado já está posto à raiz das árvores, e toda árvore que não der bom fruto será cortada e lançada no fogo”.
Cadê os frutos do comunismo? – soviético – a Rússia de hoje? Cadê o fruto do comunismo de Cuba, Venezuela? Cadê o comunismo socialista do Brasil? Olhem as notícias diárias no Brasil!
O comunismo formou milhares de ateístas e parasitas. Me mostrem os hospitais, asilos, universidades no mundo patrocinados pelos comunistas e ateus?
Você prefere a foice e o martelo dos comunistas ou o machado de João Batista, com a espada de Cristo que é a Palavra de Deus?
Não tenho certeza se Francisco recebeu bem o “presente de grego” de Evo Morales, porque não conheço tudo que rola nos bastidores de todas as religiões e políticas. Mas, arrisco fazer uma leitura corporal – expressão visual do Papa, me dando a impressão de que tenha pensado: “Esse cabra é abusado!…”. se rejeito o Cristo morto decapitado pela foice do comunismo, vão usar o martelo pra me bater. Se aceito vão dizer que abandonei a Cruz em troca do martelo. Estou enrascado!”. Mas, o que pensa e quem é realmente o Papa Francisco?.. (F. Meirinho)

A FÉ COMO INSTRUMENTO PARA AS COISAS DIFÍCEIS

Os apóstolos disseram ao Senhor: Aumenta a nossa fé (Lucas 17.5)

imageA fé não foi designada só para a salvação, realização de milagres ou busca de bênçãos pessoais. Ela deve ser usada para pôr em prática em tudo aquilo possa ser difícil quanto à perspectiva cristã.
A FÉ COMO INSTRUMENTO PARA AS COISAS DIFÍCEIS
Os apóstolos disseram ao Senhor: Aumenta a nossa fé (Lucas 17.5)
1. O que fez os apóstolos pedirem o aumento da fé?
a) Não foi para receberem um milagre de cura física;
b) Não foi para que fosse realizado um grande sinal, uma maravilha extraordinária.
2. Foi para que?
a) Jesus estava se referindo a gente que atrapalha a fé dos outros, no sentido de produzir escândalos;
b) Jesus estava falando sobre a necessidade de tentar corrigir pessoas que pecam contra o outro.
3. Ele declarou:
a) Quando alguém errar contra você, repreende-o. É mais cômodo deixar pra lá; gelar o ofensor, mas repreender, corrigir para que a pessoa se ajeite é mais difícil.
b) Se a pessoa se arrepender, perdoe. Tem gente que fica mais ofendida ainda, mas tem outros, que reconhecem se arrependem.
c) Quando a pessoa se arrepende – perdoa-lhe. Não dar lição de moral, e sim, perdoar.
4. Diante disso é que disseram: aumenta nossa fé.
a) Os apóstolo foram sinceros e concluíram que – corrigir, lidar com o arrependimento dos outros, perdoar, não é tão fácil assim. Não basta o conhecimento, é preciso fé para agir. A maioria dos cristãos conhece os princípios do evangelho, mas entre conhecer e praticar há uma grande diferença.
b) Mas é necessário;
c) A questão era de ordem emocional, sentimental e prática de mandamentos.
d) Perdoar, amar, fazer, etc. É muito mais que sentimento, é mandamento. E o que se deve fazer com um mandamento?
e) Jesus reconhece que eles tinham fé suficiente, para poderem agir de forma correta quanto ao perdão, quando disse que: Se tiverem fé como um grão de mostarda poderiam fazer uma árvore se lançar no mar. Será que eles tinha essa fé? Menor do que um grão de mostarda ainda era alguma coisa, na qual se poderia aumentar?
Será que a amoreira de que estava falando, representava seus conceitos complicados, e que a mesma estaria plantada em seus corações, mas ela, pela fé, poderia ser arrancada?
5) Ser cristão é ser da fé e poder usá-la para tudo: para obedecer o Evangelho, para ser um humano melhor, e também para alcançar outras bênçãos, a exemplo de:
a) Centurião – Seja feito conforme a sua fé (Mt 8.3). Se alguma coisa não está condizendo como a nossa expectativa, o problema não está em Deus, mas na fé que temos nele, e naquilo o qual diz ser possível.
b) Um pai desesperado que tinha um filho possuído por um espírito mau. (Mc 9. 13). Nesta passagem, o pai reclama dizendo que os discípulos de Cristo não conseguiram libertar o menino da opressão demoníaca. Neste caso, Jesus não apontou a falta de fé como obstáculo, e sim, a falta de oração e jejum.
. A fé nos leva a pôr em prática os princípios de Deus, da forma correta, mesmo se tratando de oração.
. A fé nos proporciona coragem para enfrentar o presente com confiança, e o futuro com esperança. (E. C. McKenzie)
. Como cristãos, a fé deve estar incorporada em nós, para ser usada em tudo, e não como amuleto para o qual se apela só em situação complicada.
Que nossa fé seja acrescentada, para que a vida como um todo possa ser maximizada e o perdão esteja presente em todos passos de nossa exiência. Neste sentido, é preciso aprender com as crianças, que apesar dos conflitos, sempre estão prontas para perdoar.
Ser cristão e medíocre ao mesmo tempo, não corresponde à mente de Cristo, tampouco à expectativa de Deus a respeito de seus filhos.
Francisco Meirinho

TOME POSSE PELA FÉ

“Pela fé caíram os muros de Jericó, depois de serem rodeados durante sete dias. (Hebreus 11. 30)

ImabuquêSe temos meta e ela não é reducionista, não se detém só ao temporal, efémero. Então, além do conhecimento, da racionalidade, precisamos do exercício da fé. Para que a fé encontre um ambiente mais adequado, compatível em nossa mente podemos passar pelo símbolo, como expresso no texto acima: Sete dias, entre outros no contexto.

O símbolo se adequa perfeitamente à estrutura da mente humana original. No dizer de Carl Gustav Jung, nosso – arquétipo. Todo o sistema que implica na busca da espiritualidade envolve os símbolos, por isso, na Bíblia há ricas referências aos símbolos. A principal no Evangelho está implícito na Ceia do Senhor – o pão e vinho x corpo e sangue que apontam para vários significados: morte, sacrifício, amor, redenção, etc.
Tem um detalhe: muitas pessoas, ou religiões erram no seguinte: param no símbolo. É bom salientar que o símbolo não é um fim em si mesmo, mas um meio de aproximação em direção ao concreto, ao real significado do todo.

A etimologia da palavra símbolo no grego arcaico mostra melhor isso: Símbolo:
Sym=juntar, unir; e Balein=em direção a um objetivo, que também representava uma relação entre o que é tangível, conhecido, para descobrir o desconhecido. Ex. O que está no inconsciente humano, pode passar para o consciente, através dos símbolos. Aqui está um pouco do princípio da psicanálise: associação livre, interpretação dos sonhos, etc.

O ser humano nunca esteve totalmente preparado psiquicamente para estar de frente, nem com Deus e nem com as suas verdades, a exemplo das crianças no processo de aprendizagem que passam pelos símbolos e pelas fantasias, para chegar a mesma compreensão dos pais, ou da sociedade circundante.
Fé, Segundo Paulo, é ” o firme fundamento do que não se vê, mas também é a certeza do que se espera”. Também diz que: “Sem fé é impossível agradar a Deus”. O Frei Roland de Vaux, famoso arqueólogo, acostumava dizer: “Minha fé nada deve temer de minha cultura”.

Geórge Mulher foi um homem dedicado intensamente ao Evangelho completo – fé e amor pelas pessoas, em suas necessidades amplas. Assim, além de pregar, sustentava milhares de crianças em orfanatos. Certo dia escreveu: “O campo de ação da fé começa onde as possibilidades cessam e onde a vista e a percepção falham”.

A fé sempre é viva e se renova, cada vez que a achamos importante. Importante é quando “importamos em nós”, ou seja, quando permitimos que algo nos seja incorporado. Paulo se deixou invadir pela fé em Cristo, e pelos alvos humanos, propostos pelo divino. Seu maior ideal era jamais perder a fé, mesmo que o seu seu caminho fosse hostil e tudo viesse conspirasse contra ele.

No momento em que previa sua partida deste mundo, subiu antecipadamente ao pódio, com a “mente” no troféu, e bradou: “Combati o bom combate, terminei a carreira e guardei a fé”.

Se você se acha culto, inteligente, independente, por isso tenha abandonado a Fé, achando que isso pertence a gente fraca, está perdendo a oportunidade de ser forte é sábio, porque toda a sabedoria humana, não passa de um resquício trapo da menor sabedoria de Deus. Foi com sua sabedoria que Deus disponibilizou a fé para que os homens pudessem vencer em todo sentido da existência.

Em qualquer circustância que possa representar ponto final, quando a fé entra, ou é reticência, ou vírgula, jamais ponto final. A fé para ser completa, por menor que seja, deseja ser sua companheira até o fim da sua jornada telúrica, para que possa levá-lo a outra etapa da vida, que é mais do que jornada celestial, é estado eterno, de ventura e paz.

Francisco Meirinho

VOCÊ ESTÁ ANSIOSO!

Imansiedade_2A ansiedade não deve trazer preocupação exacerbada, e nem desespero. Afinal de contas, ela não deixa de trazer uma boa notícia: Estamos vivos e tudo está sob controle, então podemos viver melhor, recomeçar e dar um salto de fé rumo às conquistas e à esperança, que diz – tudo vai melhorar!

Mas, se o nível de ansiedade estiver aumentando, a ponto de causar excesso de preocupação, temores, aflição, angústia, medo exagerado, falta de controle sobre os pensamentos, quase que entrando na área do SPA – Síndrome do Pensamento Acelerado, descoberta pelo psiquiatra – Augusto Cury, então é porque a luz vermelha está piscando. Neste caso, buscar ajuda no endereço certo é de fundamental importância.

A fé no certo, na verdade, em Deus ajuda-nos na resposta ao coração ansioso. Mas, quando buscamos subterfúgios em caminho e em pessoas erradas, maximizamos o potencial ansioso e corremos o risco de nos conduzirmos para a área da vida estressante, com muita possibilidade de cairmos no poço da depressão, tão comum nos nossos dias, sintomatizados por variáveis fatores.

Há muitas causas das ansiedades. Para Kenneth Hasser, “a ansiedade significa que temos posto a nossa confiança em mãos erradas”. Entre muitas boas mãos em que possamos colocar a nossa ansiedade, nenhuma é mais hábil do que as mãos de Cristo, de acordo com a recomendação do apóstolo Pedro: Lançando toda a vossa ansiedade sobre ele, porque ele tem cuidado de vós”.

Ele nos ama!

E como escreveu o Teólogo John Stott: “Não é típico do amor deixar os homens a sós com os seus perigos”.

Oração – Repita três vezes, deixando o seu coração treinado:

Senhor! lanço agora sobre ti toda a minha ansiedade, em nome de Jesus, para a glória – do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Diga após mim – Amém!

Tenha uma semana de vitórias!

Francisco Meirinho

PÁSCOA E SEUS SÍMBOLOS

imacordeiroPães asmos, ovo de chocolate, cordeiro, coelho, pão e vinho. Tudo isso e muito mais fazem parte dos símbolos da páscoa no contexto bíblico-histórico-cultural.

Qual a relação de tudo isso com a páscoa? As explicações são variadas, mas sempre com conotações positivas, quando entendemos que aponta para algo extraordinário que aconteceu, cujo objetivo final era – salvação e libertação.

De acordo o Antigo Testamento, os judeus reuniam-se anualmente em Jerusalém para comemorarem a páscoa, tendo os seguintes ingredientes no cardápio festivo: Pães asmos/ázimos, cordeiro assado e ervas amargas, carregados de significados: Pão sem fermento -simbolizava a pureza, ervas amargas – sofrimento da servidão, e o cordeiro recordava o sacrifício – que tinha por objetivo o perdão, a remissão, além de apontar objetivamente para a libertação política e social da escravatura do povo de Deus ao domínio egípcio.

Do ponto de vista cultural e religioso, os habitantes do hemisfério norte relacionavam a páscoa cristã com o fim do inverno e início da primavera, que revela a exuberância da vida animal e vegetal. Daí, surgiram os ovos coloridos como símbolos das cores da primavera, origem da vida e, o coelho, como fecundidade, multiplicidade, abundância e origem, sem deixar de ter relações com culturas pagãs milenares.

Tudo isso, não deixava de ser um grande processo de conscientização dos povos que, de alguma forma mostra uma realidade espiritual que todos viviam, mas que, através da vinda, morte e ressurreição de Cristo, a liberdade esperada se tornava realidade, considerando o paralelo entre libertação social e libertação espiritual.

O espírito humano sempre almejou a liberdade e a comunhão com Deus, mas a mente humana, a alma se mantém em conflito entre o amor que aproxima, e a indiferença que a distancia. O resultado é vermos a humanidade desapontada, como alguns filhos naturais na adolescência, que comportam-se psicologicamente com os pais, de forma estranha: amam, e ao mesmo tempo se rebelam contra eles.

Será que a humanidade, ainda está na sua adolescência espiritual? A fixação por outros símbolos, e não ao original que é o cordeiro, não seria uma forma psicanalítica de demonstrar resistência, impedindo que conteúdo reprimido constituído de transgressão e culpa congênitas, contra a paternidade universal, possa emergir do inconsciente, levando-o ao insight e como resultado reconhecer-se como alguém que precisa reatar aliança com o pai criador, perdoando-o e buscando perdão? Você dirá – Isso é coisa para Freud explicar!

Na busca por Deus, sempre buscamos o caminho mais difícil e não o mais fácil. Por quê? O cristianismo original é simples, mas a religião cristã é complicada. O Evangelho é simples, mas a teologia é complicada.Adorar a Deus em espírito e em verdade é simples, mas produzir todo o aparato idólatra é complicado. O ministério cristão é simples, mas a hierarquia e o poder clerical é complicado. Será que não buscamos sempre o complicado como medo de encarar a verdade. A verdade cristã é simples, mas a mentira religiosa é complicada. Onde a maioria das pessoas está – no simples ou no complicado?

O bem , o simples e prático que o Evangelho mostra rejeitamos, e nos voltamos para algo complexo, que represente os nossos feitos, fruto de nossa criatividade, por isso a fabricação dos ídolos para representação da divindade. Paulo escreveu: “Não faço o bem que prefiro, mas o mal que não quero, esse faço. Mas, se eu faço o que não quero, já não sou eu quem o faz, e, sim, o pecado que habita em mim”. (Rm 7. 19, 20)

A religião que produzimos não é fruto do bem em nós, mas para justificar o mal que não queremos largar, por isso as religiões reflete quem realmente somos. A religião que procede de Deus, que objetiva religar o homem a Deus é simples e não precisa inventar deuses paralelos e nem criar estranhos atalhos.

Você dirá – na páscoa, o símbolo maior é o cordeiro, partindo desta consciência, sempre estará apontando para a necessidade de confissão, perdão, que resulta do grande sacrifício. Isso é o que o nosso eu interior deseja, mas tem dificuldade de fazê-lo. Já o ovo e o coelho, mistificam, enquanto mascaram a originalidade e o sentido da páscoa, fazendo o homem celebrar, sem contudo lembrar da sua necessidade intrínseca que é a busca pela redenção pelo sangue de Cristo. Estamos sempre criando caminhos paralelos, que não se opõem diretamente, mas tentam afastar o homem da verdade, a exemplo do natal, que culturalmente falando, é mas do papai Noel, do que de Cristo.

Apesar da situação espiritual confusa da humanidade, como afirmou Paulo de Tarso – na plenitude dos tempos, Deus enviou o seu filho, nascido de mulher… – O messias, que cresceu e, alcançando sua maioridade foi, de certa forma, apresentado ao mundo por João Batista, que ao avistá-lo, apontando para Ele, disse: “eis aí, o cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.

Ele não foi apontado como o coelho de Deus, mas de acordo com o símbolo maior, o cordeiro que aponta para a remissão e libertação do pecador. Como tal, deveria ser sacrificado, para se transformar no cordeiro pascal, através do qual alcançaríamos a plena redenção.

O incentivo para a comemoração não deve ter como base, o velho fermento, e nem outros fermentos à base da maldade e da malícia. E nem da invencionice religiosa. Assim, só nos resta seguir a dica apostólica que nos leva a refletir de forma mais profunda e precisa, que implica na demonstração do motivo original, sem descartar outros símbolos paralelos incorporados na cultura ocidental, que de certa forma, aponta para algo grandioso, mas, indiretamente. Por isso é preciso estar atento, para que a criatividade humana, não conspire contra a realidade divina.

Asmos da sinceridade e da verdade, mostra muito bem o nosso compromisso com tudo o que representa a morte vicária de Cristo e sua gloriosa ressurreição. Também, não podemos nos render à cultura dos povos, que tendem substituir o cordeiro pelo coelho, a vida, pelo ovo, esquecendo da maior mensagem – Cristo é o nosso cordeiro pascal. Substituir, no cristianismo histórico, tem sido o meio enganador, porque desloca os elementos essenciais do seu posto. Por exemplo, apesar do Novo Testamento mostrar Cristo como o centro da nossa experiência e referência  para alcançar a graça salvadora e todos os demais favores, entretanto, o que vimos é a substituição por outros elementos periféricos: personalidades, ídolos, teologias, conceitos, etc.

Se você degusta o chocolate, ovo, carne de cordeiro, pode ter bom paladar. Se além disso, percebe e se alimenta da principal mensagem da páscoa, é porque seu coração foi conquistado pelo amor Deus, que nos convence a distinguir, a diferença entre a festa popular da páscoa e da comemoração original, que se resume no princípio da sinceridade, e na verdade relevante, procedente de Deus, que aponta para Cristo, como o cordeiro que tira o pecado do mundo

Não tenha medo da verdade, dê vazão para a necessidade do seu interior, e celebre a páscoa, no seu maior sentido, na forma apresentada pelo Evangelho, mesmo com a páscoa cultural: “Por isso, celebremos a festa, não com o velho fermento, nem com o fermento da maldade e da malícia; e sim, com os asmos da sinceridade e da verdade”. (1 Co 5. 7)

Jesus quando se dirigiu ao judeus que haviam crido nele, disse: “…se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8. 30 – 32).

Há muitos cristãos, mas poucos que alcançaram a verdade libertadora. Este foi o desafio que Jesus lançou a esses judeus crentes. Eles já haviam crido, mas para que encontrasse a libertação teriam de, além da fé inicial, dar os seguintes passos: a) permanecer na palavra; b) ser discípulos verdadeiros; c) conhecer a verdade; e finalmente serem libertos pela verdade.

Buscar a verdade nunca foi um caminho muito fácil, mas necessário, para uma vida comprometida com Deus que produz a grande libertação, tanto dos mitos que ofuscam o conhecimento, quanto dos ídolos cegos e mudos, como também, da falsa religiosidade que impede o nosso progresso, porque nos mantém no retrocesso da vida, na cegueira espiritual e sob manipulação de líderes inescrupulosos.

Francisco Meirinho

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