O JEITO DE SER E O PENSAMENTO DO SUJEITO

imageGosto de separar o sujeito e o seu pensamento. Tenho amigos formidáveis, que sabem que penso diferente deles em algumas questões, mesmo assim, mantemos nossa relação de amizade respeitosa. Tem outros mais medíocres que preferem o afastamento, só porque não gostam da mesma iguaria intelectual. Mas, no fundo, os mantenho em apreço, respeitando a forma de pensar e comportamento. Optei por me admirar, tanto pelo todo, quanto pela parte. Tem pessoas que eu não gosto do seu jeito de ser, nem da sua maneira de pensar em alguma coisa, mas procuro descobrir pontos de simbiose. Isso não representa que os pontos que discordo sejam legítimos, ou perfeitos, porque na vida já discordei de alguma coisa, que hoje concordo, e vice-versa.
O pensamento é dinâmico e as transformações são necessárias à sobrevivência humana e seu equilíbrio social, essencial. Mas, sempre é interessante que tudo tenha como referência elementos éticos e morais intrínseco e pertinentes à vida no seu contexto mais pleno possível.
O Brasil dos últimos tempos vem passando por processo político e ideológico, a meu ver, nocivo em sua base, que tenciona uma maneira de pensar que visa, consciente, ou não, desestabilizar o conceito milenar de família, de educação, e também na forma coerente de fazer política. Haja visto que as drogas campeiam, a prostituição aumenta, as cadeias estão superlotas, os crimes cada vez mais ousados e a corrupção virou um pademônio.
Sabe-se que em uma sociedade evoluída e democrática as liberdades são preservadas, a justiça praticada e as manipulações rejeitadas. Mas, nós temos dificuldade de lidar com esses conceitos, e por isso, nos tornamos patetas quanto ao julgar o que procuram impor à sociedade, e o fazemos, muitas vezes por preconceito, seja ele fundamentado nos conceitos sociais, políticos, religioso, estético, etc.
O pastor Silas Malafaia, tem um jeito peculiar de colocar suas idéias, priincipalmente quanto a assuntos comportamentais, político-sociais, que embora, a maioria expressiva concorda com a sua maneira de pensar, entretanto não lhe dão apoio necessário por preconceito religioso e por sua maneira de ser. Na verdade, penso eu, ele não precisaria se desgastar tanto assim, encarando essa tarefa difícil na defesa da família tradicional, e outras questões que afetam as liberdades religiosas, etc. Mas, penso, muitos que poderiam se pronunciar melhor sobre isso, estão se vendendo.
Quando percebo que alguém tem uma proposta para a nação, a princípio, não considero sua religião, tampouco seu jeito de ser, mas o que de bom tem para oferecer. Há muitas ideias famigeradas por gente irresponsável e inescrupulosa, mas que visa apenas desorientar a sociedade, para que ela seja uma consumidora voraz, como cães famintos, que possam ingerir tudo, sem a mínima capacidade de refletir.
O Futuro brioso da próxima geração depende das ideias coerentes e eficazes que plantamos agora. Pense! Francisco Meirinho

CONCORDO COM SILAS MALAFAIA

IMG_0025Normalmente, não consigo concordar com tudo, o tempo todo com as mesmas pessoas e instituições. Mas isso não representa que eu esteja certo, apenas vejo que a sociedade está sempre em transformação, e é preciso que haja discussão, oposição para que o que deve ter equilíbrio, do ponto de vista da ética e da moral seja resguardado. Mas, a respeito do que ocorre nos bastidores da política que tenta execrar Marcos Feliciano, apesar de achar que seu comportamento, e suas ideias nem sempre são compatíveis com o cerne do Evangelho de Cristo e nem com a realidade política e social, mas concordo plenamente com Silas Malafaia, que salienta as possíveis causas da pressão antidemocrática para que Marcos Feliciano renuncie ao cargo.

Ele faz lembrar: “Toda essa mobilização contra Feliciano tinha um motivo maior: Desviar os holofotes do PT. Afinal, enquanto se discutia a posse de Feliciano na CDHM, dois deputados condenados pelo Supremo tribunal Federal no julgamento do mensalão, João Paulo Cunha (PT – SP – e José GEnúino, tornaram-se membros da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, a mais importante comissão da Câmara”.

Lamento ainda, como tantas igrejas e pessoas que já foram mais sérias, se rendem aos shows de Feliciano, e ainda pagam bem por isso! Devem lembrar que se tornam cúmplices de exploração dos incautos, que na sua maioria seriam ou deveriam ser ovelhas  sob  o cuidado e diligência de seus pastores, não presas fáceis de espertalhões.

Como escreveu Paulo: “O amor ao dinheiro é  a raiz de todos os males”. Embora este princípio tenha sido apresentado ao povo, as próprias religiões se tornam presas. A igreja, ou a intituição que sente necessidade de arrecadar mais dinheiro do que o usual, mesmo que tenha que dividir uma boa parte, devem assim concluir: porque não trazer alguém, a exemplo de Feliciano, que tem o “dom de arrecadar” – das ovelhas vítimas?

Apesar de defendê-lo para resitir a pressão, penso também, que Feliciano não seria a pessoa mais indicada para essa função, porque tem outras com currículo e postura mais adequados. Apesar disso, no momento acho que ele não deve render-se à pressão, porque os que pressionam não são sérios e também não representam a legitimidade da política democrática. Onde está o estado de direito democrático? Onde está o direito de livre expressão? Em que base legal, pode Feliciano ser acusado de racista e homofóbico?  Por ter no passado, tentar dar uma interpretação a determinado texto da bíblia, dizendo que a população da África, como base na maldição de Noé a um de seus netos, estivesse debaixo de maldição? Ridículo! Se for analisar tudo o que se disse, escreveu, nas pregaçoes, discursos, poesias, enfim na literatura em  geral, haja tribunal para julgar os famigerados racistas, homofóbicos, preconceituosos, etc. É claro, que a sociedade em transformação cria novas leis para permitir boas convivência entre os povos, mas isso deve ser feito com inteligência, sem preconceito para que não seja transformado em um grande circo, ou tribunal patético.

Felciano, após vencer a pressão, se dejejar seguir a carreira política e/ou religiosa deve fazer uma reflexão melhor de suas convicções e postura e tentar melhorar sua maneira de ver o mundo e se tornar um representante das aspirações do povo, como politico, e como líder religioso pensar mais nas ovelhas e menos no bem-estar do pastor, no qual encontra “pasto verdejante” na teologia da prosperidade, que contempla mais os protagonistas do que os seu pupilos.

Convenhamos! Essa coisa de ir para o congresso, considerando os grandes problemas da sociedade brasileira, como – Saúde, educação, segurança, corrupção exponencial e falta de infraestrutura, para simplesmente focar, polarizar, como lema principal, questões da homossexualidade, e/ou homossexualismo acaba sendo bizarro e ao mesmo tempo irônico. Homossexuais existem em toda a parte e em todos os meios e em todos os tempos, até  entre os mais puritanos, mas homossexualismo, não. Temos que diferenciar homossexualidade de homossexualismo, que à luz dos processos sociais e filosóficos da pós-modernidade é visto mais como um movimento libertino – à luz da reflexão cristã -, que tenta promover uma nova onda, um novo conceito de vida e de sociedade. O grande problema é que, com essa onda toda, o homossexualismo como filosofia acaba ganhando força e impondo e divulgando como modismo e estilo de vida, tirando o foco dos grandes temas nacionais que são prioritários.

Lamento o fato de  a política brasileira resitir refletir minimamente sobre essas questões, preferindo se manter de forma retrógada como campeã  mundial em fazer esse tipo de baixaria, que é a de, criar estranhos episódios para desviar a atenção da nação sobre os fatos relevantes, para poder trabalhar na surdina em favor de elementos reprováveis, tanto política quanto socialmente, em detrimento ao avanço social e democrático, porque robustece uma classe privilegiada e destrói os fundamentos da política autêntica, da justiça social e dos sonhos da nação

F. Meirinho

Compare lendo o artigo no Link abaixo:

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/o-pt-e-dilma-abrem-mao-da-comunidade-evangelica-nas-proximas-eleicoes/#.UWQN7ow-x5U.facebook

O “EU” PROFUNDO E O “EU” SUPERFICIAL

imaguaO filósofo Francês – Henri-Louis Bergson defendia a existência de um “EU” superficial – que era automatizado, espacializado, pragmático, preso a sobrevivência da vida física e consequentemente determinado e, um “EU” profundo – no qual é possível acionar o livre arbítrio e experimentar a verdadeira liberdade.

A conquista da liberdade foi o grande desafio colocado por Jesus aos seus ouvintes, por isso ele não ensinava com base no seu – “Eu superficial” que está atrelado a comodidade e a sobrevivência física,  mas no seu “Eu profundo”, no âmago, no seu espírito, na mente eterna. Se fôssemos traçar um paralelo com Freud, diríamos que seria no inconsciente, no Id.

Somos compostos de corpo, alma e espírito. Inconsciente, pré-consciente e consciente; Id, ego e superego têm alguma relação, mas sempre indicando que existe algo mais profundo e  que esse  elemento foi objeto da atenção de Cristo. Sua mensagem era profunda, partia do seu espírito para atingir o espírito humano, a parte mais profunda do ser.

Minha observação é a seguinte: a alma humana está na moda, mas o espírito não. A religião moderna está mais interessada na alma humana, porque ela se identifica muito com a superficialidade, o aparente, os dogmas, os preconceitos, e também, porque na alma  reside a parte ingênua,  na qual a sua intrínseca  vulnerabilidade permite ser impregnada com certa facilidade com as crendices, e fanatismo pueril, porque  transmite uma sensação de pseudo- segurança, uma espécie de salva vida, para quem se sente emergidos pelas águas turbulentas da modernidade.

Jesus transmitiu sua mensagem em espírito e em verdade. Ele disse: O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita; as palavras que eu vos tenho dito são – ESPÍRITO E VIDA.

Quando encontrou a mulher samaritana no poço de Jacó, ela toda formatada pela religião judaica, logo disse: Nossos pais adoravam neste monte…e a conversa sobre onde e quando se adora foi interceptada pela colocação do espírito profundo de Jesus: “Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade” . (Jo 4. 24) Coisa para refletir, o quando e onde não importa, mas como se adora isso sim importa – a reposta foi – em espírito e em verdade.

O projeto de Cristo é fornecer sua palavra e o Espírito, para que possamos ativar o nosso lado mais profundo, sair da periferia da falsa espiritualidade que sufla o nosso ego,  para uma vida de plena liberdade, na qual é possível nadar em águas mais límpidas e profundas, num estado de espírito que se harmoniza com o amor, a fraternidade, o domínio próprio, a consciência do Eu, e a liberdade.

(F. Meirinho)